Balanço do Corinthians, após espertezas, retorna à normalidade

Nos últimos meses, a diretoria do Corinthians disponibilizou balancetes em que constavam pequenos superavits, frutos de espertezas contábeis, entre as quais o sumiço de dívida próxima dos R$ 50 milhões em repasses ao Arena Fundo, além dos mais de dois anos de calote em parcelas do estádio, tratados como ‘renegociação’, eterna, com a CAIXA.
Ontem, na divulgação dos números até setembro, apesar dessas manobras, o clube voltou a dar prejuízo.
A dívida, que era de escandalosos R$ 979 milhões, agora é de R$ 994 milhões.
Acréscimo de R$ 15 milhões.
Somada a pendência auditada no balanço do Arena Fundo, de R$ 48 milhões (excluída das contas alvinegras), o valor correto seria de R$ 1.042.000.000,00 (mais de R$ 1 bilhão), fora o que ainda precisa ser honrado da construção do estádio.
Apesar disso tudo, irresponsavelmente, o Corinthians segue, sem poder de pagamento, trazendo jogadores com salários superiores a R$ 1 milhão mensal; especula ainda outros mais com vencimentos ainda maiores.
O procedimento é óbvio: doping financeiro para possíveis conquistas esportivas sem a necessidade de colocar, a curto prazo, a mão no bolso, deixando os problemas, óbvios, para o sucessor.
