Futebol feminino do Corinthians é uma ilha de competência em meio à infestação de Parque São Jorge

Com um gol tipicamente corinthiano, conquistado no minuto derradeiro de uma final que precisava ser vencida por dois gols de diferença (após derrota na primeira partida por um a zero), as fenomenais jogadoras do Corinthians, multi-campeãs de quase tudo, conquistaram diante do São Paulo o Tri-Campeonato Paulista de 2021.
30.077 pessoas assistiram, in loco, na Arena de Itaquera.
Trata-se do maior público registrado em partida de futebol feminino no Brasil.
Só não foi maior porque quase onze mil pessoas reservaram ingressos, mas não compareceram ao jogo, atitude egoísta que retirou a oportunidade de presença dos que, de fato, intencionavam vivenciar a história.
Ainda assim, com potencial óbvio de retorno publicitário, a FPF premiará o Corinthians com prêmio irrisório – escandalosamente inferior ao da disputa masculina, demonstrando a incapacidade de quem paga e também dos que aceitam receber a esmola.
O departamento de futebol feminino do Corinthians – dentro do âmbito esportivo -, porque se blinda, é uma ilha de competência num clube infestado por bandidos em quase todos os setores relevantes da agremiação.
