Diretoria do Corinthians engana associados para livrar gestores de responsabilidades

No último final de semana, o Corinthians promoveu Assembleia Geral de associados a pretexto de modificar o Estatuto para adequação às normas que podem livrar a agremiação do pagamento de alguns impostos, entre os quais o IPTU.
O comparecimento foi pífio, mas suficiente para satisfação dos objetivos, inclusive os ocultos.
Entre as alterações, logo no art. 1º encontramos:
“Sport Club Corinthians Paulista, neste Estatuto denominado “Corinthians”, fundado em 1º de setembro de 1910, é uma associação civil sem fins lucrativos, com duração por tempo indeterminado, com sede em São Paulo na Rua São Jorge, 777, Tatuapé, sem qualquer ligação com filosofias religiosas ou políticas, com personalidade jurídica distinta da de seus associados, os quais não respondem pelas obrigações assumidas pela entidade, na forma da legislação civil em vigor”
Ou seja, no meio do aludido ‘benefício’ estava o ‘pulo do gato’, obviamente não divulgado, com mesma ênfase, aos associados.
De agora em diante, gasta-se o que quiser e a dívida consequente não será cobrada de quem autorizou os desatinos, apenas da própria agremiação, formalizando o que, efetivamente, já vinha, ao arrepio da lei, acontecendo, conforme decisão recente da Comissão de Ética, sob passividade covarde do Conselho Deliberativo, que engavetou investigação contra o ex-presidente Andres Sanches, apesar de suas contas terem sido reprovadas com fortes indícios de gestão fraudulenta.
