Os presidentes e o Palmeiras

“Assim como falei em 2019 e deu certo, amanhã somos todos Flamengo”
(JAIR BOLSONARO)
Poucas horas antes da final da Libertadores da América, o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, declarou sua torcida para o Flamengo, embora apresente-se, há tempos, como palmeirense.
Há quem justifique o gesto por conta dos bastidores políticos, em que a diretoria do Flamengo, explicitamente, comporta-se como parceira do desgoverno.
A tese, porém, é equivocada.
Recentemente eleita presidente do Verdão, Leila Pereira, em diversas oportunidades, explicitou apoio a Bolsonaro.
Dizem alguns até financeiro – embora não exista registro oficial de qualquer doação.
Antes dela, Mauricio Galliote, com anuência óbvia de ‘madame’, premiou Bozo com a honra de entregar troféu de campeão aos atletas do clube.
Sem contar as bajulações explícitas de Felipe Melo, líder do elenco palestrino.

Muita gente associa a traição ao suposto time de coração como evidência clara de falta de caráter.
A dúvida agora, seja qual for o resultado da finalíssima, é que tratamento será dispensado pelo clube a Bolsonaro, embora o passado palestrino da presidente Leila, forjado em documento duvidoso, não sugira indignação.
Se fosse, talvez, com o Vasco da Gama…

