Advertisements

O golpe da Evergrande e as semelhanças com o futebol brasileiro

Ontem (20), o mercado financeiro mundial sofreu o impacto da enorme probabilidade de calote da chinesa Evergrande, com dívidas na casa dos US$ 300 bilhões.

Boa parte do caos foi lavado, como de hábito, no submundo do futebol.

Evidencia-se que as contratações de jogadores, a valores, por vezes, três ou quatro vezes maiores do que os pagos pelas potências europeias, serviriam a um esquema comparado aos de ‘rachadinhas’ de gabinetes de notórios corruptos brasileiros.

Por óbvio, atletas, treinadores e agentes não agiram de maneira inocente.

Até o script para acobertamento do escândalo, com ajuda da mídia, é semelhante: ‘dopado’ esportivamente, o time da Evergrande, o Guangzhou, vencia campeonatos com os pés nas costas, glória noticiada sempre de maneira rasa, sem a devida contextualização.

Qualquer semelhança com a gestão do Corinthians de Andres Sanches e seus comparsas não é mera coincidência.

Até mesmo os agentes mais atuantes no futebol local, entre os quais o iraniano Kia Joorabchian, se repetem.

Na China, para facilitar os rolos, em vez dos clubes repassarem a cada profissional, entre os quais jogadores, o dinheiro previsto em contrato, realizava-se depósito único na conta do treinador, que atuava como espécie de ‘manager’, a quem cabia a distribuição.

A bolha explodiu, os times quebraram e os atletas, estranhamente sem reclamar, estão retornando.

Por aqui, os clubes estão falidos, mas ainda operantes e ‘gastões’.

Como explicar?

A sobrevida se dá através de pontuais auxílios governamentais, que acabam por reposicionar dívidas que não serão pagas, abrindo espaço para novas pendências, calotes e renegociações.

Nesse período, entre a quebradeira anterior e a próxima, as agremiações emprestam dinheiro de agentes ou instituições de credibilidade questionável, montam elencos com objetivo de não pagá-los, vencem títulos ou garantem vaga a torneios importantes (hoje também comemoradas), gerando receita suficiente para enriquecer o cartola de plantão e jogar o clube em novo espiral de desespero.

O Brasil tem se ‘esforçado’ e não tardará a alcançar o patamar de inviabilidade do futebol chinês.

Facebook Comments
Advertisements

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Open chat
Olá, seja bem vindo ao Blog do Paulinho ! Deixe aqui suas dúvidas, sugestões e denúncias. Todas as mensagens serão lidas
%d blogueiros gostam disto: