Enquanto a ‘turma do futebol’ embolsa, Corinthians amplia dívida fiscal em R$ 111,1 milhões

Ontem (01), a diretoria do Corinthians, como de hábito, aproveitou-se do aniversário do clube para fazer populismo, utilizando-se da paixão dos torcedores, em óbvio momento de nostalgia, para enganá-los.
Quem assistiu a festa, transmitida pela internet, acreditou estar na ‘live’ do PSG.
Cenário portentoso, artistas e ex-jogadores emprestando prestígio, cartolas sorridentes, contratações milionárias e o anúncio de um parceiro comercial envolvido com bitcoins.
O número ‘111’, que refletia a idade do clube, lamentavelmente, queria dizer mais do que isso.
Enquanto o Corinthians assume compromissos salariais em padrões europeus (Willian e Roger Guedes mais que dobraram o ‘teto’ e receberão, no mínimo, R$ 1,5 milhão mensal), a dívida fiscal, à parte do que já estava parcelada (mais do que R$ 500 milhões), foi escandalosamente ampliada.
Somente em 2021, na gestão de Duílio, o clube passou a dever novos R$ 111.187.818,61, segundo dados oficiais da Receita Federal.
São R$ 72,6 milhões em débitos tributários e R$ 38,5 milhões em previdenciários, sem contar os mais de dois anos de FGTS não depositados.
Dizem que o clube mantém um departamento de compliance operante, assim como um vigilante ‘opositor’ na diretoria jurídica.
Ambos devem ter sido enganados.
Ou não?
Pão, Circo e Bitcoins que, talvez, estejam sendo utilizados, sabe-se lá a que cotação, para movimentar dinheiro que o clube não pode ter em suas contas, todas bloqueadas por calotes diversos em fornecedores.
Não à toa, o presidente Duílio ‘do Bingo’, antes de aparência tensa, como de hábito ocorre com os que estão com a vida pessoal complicada, nas últimas semanas é apenas ‘sorrisos’, ciente de que, se não houver revés judicial, a família será salva pelo milagre da multiplicação de dinheiro, que beneficiou a todos os que o antecederam no cargo máximo do Timão.

