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Os 111 anos do Corinthians, sequestrado há quatorze

Neste 1º de setembro, o Corinthians comemora 111 anos de fundação, apesar de alguns acreditarem que a história alvinegra iniciou-se ao final de 2007, quando do interminável sequestro pelos que ainda permanecem comandando o cativeiro.

Nunca um pagamento de resgate foi tão caro.

Em alguns casos, com dinheiro em mãos, os que se ofereceram a pagá-lo acabaram por bandear de lado.

Mais do que apossarem-se do clube, os sequestradores tentaram inserir no inconsciente popular uma espécie de apagão dos velhos tempos, como se somente nos últimos quatorze anos as conquistas esportivas existissem.

Os fatos, porém, são claríssimos.

Dos 30 campeonatos paulistas, apenas cinco se deram sob sequestro.

Outros cinco, foram conquistados sob a gestão Dualib, com os demais divididos entre vários cartolas, alguns históricos, como os do fantástico time da década de 50; o que marcou o final de um martírio, em 1977, sob o comando do folclórico Vicente Matheus, e os do período em que Sócrates dividia-se nas funções de grande craque do país e de Presidente informal da Democracia Corinthiana.

Coube a Vicente Matheus a honraria de conduzir a primeira conquista nacional do Timão, em 1990.

Depois desse título, Dualib venceu três Campeonatos Brasileiros, duas Copas do Brasil e uma Super-Copa do Brasil, dois a mais do que os sequestradores, responsáveis por outros três Nacionais e duas Copas brasileiras.

Dualib conquistou, em 2000, com o melhor time da história do Corinthians, o primeiro título Mundial, fato que viria a se repetir, sem elenco semelhante, apenas em 2012, quando os bandoleiros levaram o clube ao Bi-Campeonato no Japão.

Na conta da bandidagem constam ainda dois torneios que os demais não conseguiram.

Um deles, foi a Copa Libertadores da América, a única do clube.

O outro, também ‘inesquecível’, foi o título da Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro, em 2008, fruto do maior vexame da história alvinegra, o rebaixamento de 2007, sob o comando de Andres Sanches.

Hoje, como de hábito tem acontecido ao longo do nefasto período, a diretoria alvinegra utilizará a data comemorativa para praticar populismo, em live prometida para o final da tarde.

Serão apresentados reforços que o clube não pode pagar, num estádio ocupado desde 2014, sem que um real da dívida tenha sido quitado, a não ser por incentivos fiscais concedidos pela Prefeitura.

A dívida ultrapassa os R$ 2 bilhões, entre pendências diversas e as da Arena.

Ainda assim, por sua enorme grandeza, o Corinthians sobrevive.

Se estivesse nas mãos de gente decente, amparado pela enorme paixão de seu povo e com o apelo comercial e midiático inerente, o Timão estaria colocado entre os melhores, esportiva e economicamente, do planeta.

Após a libertação, estará.

Enquanto essa data não chega, vale a pena relembrar o tamanho e a relevância do Corinthians sendo exaltada pelo europeus nos anos 50, décadas antes do sequestro, com direito a recepção pelo Rei da Suécia:

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