Barraco sem igual

Da FOLHA
Por JUCA KFOURI
A guerra surda pelos milhões que a CBF rende passa de quaisquer limites.
Padrinho e afilhado, Marco Polo del Nero e Rogério Caboclo não economizam golpes baixos com a cumplicidade, de um lado e do outro, de gente altamente desqualificada.
É mais ou menos como fazer parte do governo genocida ou defendê-lo: a rara leitora e o raro leitor não encontrarão nem sequer uma pessoa de bem, de caráter, que não esteja apenas pensando em si mesmo dentro da Casa Bandida do Futebol.
Daí a briga não economizar em baixarias e não haver um lado para se torcer.
O ideal seria os dois perderem, o que, aliás, não pode ser descartado —e aí aparece outra notícia ruim: uma eventual terceira via não será melhor porque, para derrotar Nero$Caboclo, é preciso gente ainda pior, que você encontra sem dificuldade entre os vice-presidentes.
Qual, então, a solução?
Sob risco de ser incurso na famigerada Lei de Segurança Nacional, a solução está em chamar o DDDrin, tanto para o Palácio do Planalto e o da Alvorada, em Brasília, quanto para a Casa Bandida do Futebol, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, e, depois do serviço feito, começar tudo de novo, do zero.
Porque, é óbvio, quando se olha para quem está no poder no país, como esperar que haja gente melhor no futebol?
O futebol sempre teve os piores, até mesmo nos melhores momentos do país. Imagine agora.
