‘Parceiro’ de conselheiro embolsou R$ 700 mil no patrocínio da FISK com o Corinthians

Em 28 de novembro de 2012, o Corinthians, através do presidente Mario Gobbi, assinou contrato de patrocínio com a escola de idiomas ‘FISK”, para exposição da marca na camisa.
O valor contratado foi de R$ 18.408.000,00, por dois anos, em 24 parcelas de R$ 767 mil.
Houve, porém, um intermediário.
No papel, a ‘Showtime Publicidade e Marketing Ltda’, em nome de Thomaz Jarussi, que recebeu R$ 700 mil (cinco dias após a assinatura).
Trata-se de notório parceiro comercial do conselheiro alvinegro Edgard Soares, desde os tempos em que o cartola era diretor de marketing da gestão Dualib.
Segundo o contrato, a responsabilidade deste pagamento ficaria a cargo da ‘FISK’, porém, as contrapartidas proporcionadas pelo Corinthians – e, estranhamente, pelo próprio intermediário – ‘amenizaram’ a suposta perda de recursos.
A Showtime, do ‘parceiro’ de Edgard, comprometeu-se a pagar um pacote completo de viagem ao Japão, com direito a hospedagem e ingressos para os jogos do Timão no Mundial de Clubes.
O Corinthians acertou as seguintes contrapartidas:
- 20 ingressos de área VIP em todos jogos em que o clube for o mandante, independentemente do estádio, por dois anos;
- 40% de desconto em ingressos para jogos do Corinthians (que excederem a conta dos 20), em Área VIP, limitados a 50 bilhetes;
- 30 uniformes completos do Corinthians, por ano, contendo camisa, calção e meiões;
- 1.000 camisas, e consignação, com o logotipo da ‘FISK’, para venda nas escolas da patrocinadora.
É proibido, pelo Estatuto do Corinthians, que conselheiros possam estar, diretamente, ligados a negócios com o clube.
OUTRO LADO: em contato com o Blog do Paulinho, Thomaz Jarussi negou, veementemente, qualquer parceria com Edgard Soares
Trechos relevantes do contrato entre Corinthians e FISK

Revista Placar – abril de 1996 – reportagem comprova parceria antiga entre Thomaz Jurassi, então proprietário da ‘Via Sports’, com o conselheiro do Corinthians Edgard Soares, quando a dupla, que dividia escritório, teria embolsado dinheiro da venda de placas de publicidade num Corinthians e Palmeiras disputado em Presidente Prudente:


