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Corinthians, o custo Romero e seus beneficiados

Duílio ‘do Bingo’, Regis Marques, Conca e Roberto Andrade curtindo o carnaval do Rio de Janeiro

No dia 05 de junho de 2014, o Corinthians contratou o então jovem atacante Romero, do Cerro Portenho/PAR, pelo valor de US$ 3 milhões, que, à época, correspondia a R$ 6,7 milhões.

O negócio inteiro envolve a participação de notórios prepostos do ex-presidente do Corinthians, Andres Sanches, desde a intermediação até a origem do dinheiro, supostamente ‘emprestado’ pelo intermediário Beto Rappa (que não consta da documentação).

Cinco dias após a aquisição, em 10 de junho, o então presidente Mario Gobbi assinou contrato de imagem com Romero, porém, com a indicação de que os valores deveriam ser repassados ao agente Regis Marques Chedid, próximo de Sanches a ponto do cartola e, eventualmente, seu filho Lucas Sanchez, utilizarem imóvel do empresário, localizado à Av. Prefeito Dulcídio Cardoso, na Barra da Tijuca, como moradia quando estão no Rio de Janeiro.

Nesse mesmo acordo, o argentino Osvaldo Daniel Campo é, indevidamente, apontado como agente de Romero.

Osvaldo Campo

Trata-se de manobra conhecida nos negócios de Regis Marques para que o comissionamento, ou seja, mais 10% sobre o montante, seja movimentado no exterior, em nome de pessoas que sequer sentaram na mesa de tratativas.

Todos os negócios do Corinthians na América Latina – e não foram poucos – possuem as digitais e a conta bancária de Regis Marques ou seus parceiros.

Voltando ao contrato, o valor acordado para pagamento de ‘imagem’ foi de R$ 2.490.200,00.

Quase 40% do que o Corinthians, através de Rappa, teria destinado ao Cerro.

Em quase a totalidade dos negócios travados entre o Timão e seus intermediários é praxe a ocorrência do seguinte comportamento: calote no pagamento, seguido de confissão de dívida e posterior ação judicial, em que, aos valores recebidos, são acrescidos juros, multas e despesas processuais.

Na sequência, os recebíveis do Corinthians são bloqueados e destinados às contas devidas, inclusive as de escritórios de advocacia, terceirizados pelo Timão apesar da existência de profissionais à disposição no departamento jurídico alvinegro.

Nesse contexto, três anos depois, no dia 12 de julho de 2017, sob a gestão Roberto Andrade – atual diretor de futebol alvinegro, o clube assinou, com as mesmas partes, um ‘Termo de Quitação’, objetivando equacionar os valores não honrados no contrato anterior.

No acordo, a dívida confessada pelo Corinthians era de R$ 1,9 milhão (descontadas as primeiras parcelas que, em regra, são quitadas pelo Timão).

Nova inadimplência aconteceu.

Na última segunda-feira (14), Regis Marques, parceiro de Sanches, ingressou na Justiça com ação de cobrança contra o Corinthians, exigindo o pagamento de R$ 1,067 milhão (descontadas as primeiras parcelas habituais).

O clube será citado nos próximos dias.

Vale lembrar que o Corinthians ainda deve US$ 3 milhões a Beto Rappa, o ‘amigo’ de Andres Sanches, que emprestou dinheiro para a contratação de Romero.

Em 2014 esse valor correspondia a R$ 6,7 milhões, na cotação atual já atinge R$ 15,1 milhões.

Em breve, esse ‘investimento’ deverá frequentar, assim como ocorrido nas demais pendências, os Tribunais da Capital, encorpando a conta bancária de terceiros, quartos e quintos do submundo corinthiano.

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