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Comandados por bicheiro, sem oposição do ‘compliance’, agentes de jogadores representam o Corinthians nos Emirados Árabes

Osvaldo Neto, Jaça e Yamada

Nas últimas semanas, o Corinthians dispensou dezenas de atletas, curiosamente contratados, todos, com anuência do atual presidente, Duílio ‘do Bingo’ Monteiro Alves, quando ocupava a cadeira de Diretor de Futebol, e de seu atual gestor das categorias de base – que já mandava na administração anterior, Jacinto Antônio Ribeiro, vulgo Jaça, notório contraventor ligado ao Jogo de Bicho.

A justificativa de ‘contenção de despesas’ não convence e é incompatível com o comportamento não apenas da dupla, mas de todo o grupo ‘Renovação e Transparência’, ao longo dos últimos quatorze anos.

Mais próximo da realidade seria a facilitação a empresários e seus cartolas coligados.

Ou seja, os mesmos que ganharam, recentemente, com a compra das ‘mercadorias’ de baixa qualidade conseguirão embolsar, novamente, ao repassá-las valorizadas, após encorparem o ‘rótulo’ com a passagem pelo Timão.

Feito esse necessário preambulo, no final de semana, o Corinthians enviou aos Emirados Árabes, numa viagem prevista para durar dez dias, com todas as despesas pagas, três agentes de jogadores que atuam no clube disfarçados de dirigentes.

Jaça, Yamada e Osvaldo Neto.

A versão oficial do Corinthians é a de que o trio estaria representando o clube para buscar ‘parcerias’ com equipes árabes e marcar amistoso na região.

Ainda que fosse verdade, e não é, algumas dúvidas precisariam ser esclarecidas.

Oficialmente, Jaça e Osvaldo Neto não possuem cargo no Timão, e Yamada é mero gerente da base, ou seja, tem como função a administração interna do departamento.

Qual a experiência de qualquer um deles para esse tipo de relação institucional?

Certamente, no meio do caminho, um ‘D’Artagnan’ do mercado, conhecido dos árabes, deverá se juntar aos ‘Três Mosqueteiros’

Estranho, também, que essa despesa, bancada pelo clube, tenha recebido aval do propagado ‘compliance’, que, diante do contexto óbvio, teria obrigação de proibir a viagem ou relatar, oficialmente, a imoralidade.

Calados, são coniventes.

Se não consultados, previamente, assinaram o atestado de ‘bobos da corte’.

Recentemente, o departamento ‘funcionou’ ao obrigar cartolas que processavam o Corinthians a desistirem de figurar na ação.

O Blog do Paulinho comprovou que o afamado bicheiro Jaça e os demais subalternos sobrevivem, à parte dos rolos pessoais, também de intermediar jogadores.


Andres Sanches e Jaça

Jaça

Em 24 de julho de 2014, revelamos que Jacinto Antônio Ribeiro, o Jaça, processou o jogador Rosinei, ex-Corinthians, cobrando-lhe comissionamento sobre seus salários, acertados quando o atleta defendia o clube de Parque São Jorge.

Dias depois, diante da repercussão, o cartola solicitou ‘segredo de justiça’, alegando problemas pessoais com o Blog do Paulinho, mas o pedido foi negado.

No ano seguinte, em 2015, após ajuda do Corinthians, que juntou à ação planilha detalhada dos ganhos de Rosinei, Jaça conseguiu receber o que, supostamente, lhe era devido.

Consumou-se, ainda mais, infração ao Estatuto do clube, que impede conselheiros de agenciarem jogadores de futebol.

Hoje em dia, aliás, há décadas, Jaça segue mandando e desmandando no submundo da base do Corinthians.

Um de seus aliados para, dizem, receber recursos, seria o diretor Wagner Rivera, vulgo Wagninho.

Na vida pessoal, Jacinto é conhecido em diversas delegacias de São Paulo, seja por sua atuação na contravenção ou por indiciamentos diversos em crimes dos mais variados artigos do Código Penal brasileiro.


Osvaldo Gomes Corrêa Neto

Osvaldo Neto

Osvaldo Gomes Correa Neto, dono da empresa ‘Betel’, foi eleito, recentemente, conselheiro do Corinthians na chapa bancada pelo contraventor Jaça.

Após a votação das contas de Andres Sanches, no Conselho Deliberativo, será empossado como Diretor Geral das Categorias de base, embora exerça o cargo, informalmente, desde o início do ano.

Em verdade, um cumpridor de ordens do afamado bicheiro.

Como bom discípulo, mantém duas empresas de agenciamentos de jogadores em seu nome.

A ‘Betel Sports Agency Assessoria Ltda’, marca idêntica a outra empresa do cartola, que, escandalosamente, figurou na camisa de todas as equipes de base do Corinthians em anos recentes – o que dá margem a suspeitas de compra do atual cargo, e a “Don Sports Agency Assessoria Ltda”.

Ambas, constituídas com diferença de um ano (2015 e 2016), tem como sócios Osvaldo Neto e o ex-jogador Davidson, que circulou pelo Leste Europeu.

Por conta de problemas graves com a Receita Federal, o cartola alvinegro, em maio de 2018, teve seus bens bloqueados.

O apontamento foi registrado no Contrato Social da ‘Don Sports’, protocolado na Junta Comercial de São Paulo.

 


YAMADA

Yamada, ex-goleiro do clube, à época de atleta, foi agenciado, oficialmente, por André Campoy, afamado preposto de Andres Sanches em transações de jogadores de futebol.

Após pendurar as chuteiras passou a atuar como agente de atletas.

Nesse contexto, foi recrutado pela Think Ball quem tem entre seus proprietários o controverso Marcelo Robalinho, ligado a diversos atletas alvinegros.

Apesar disso, trabalha no Corinthians como Gerente das Categorias de Base.

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