A prova, documentada, do efeito nocivo da adesão de oposicionista à gestão do Corinthians

No último dia 29, em ação promovida, no final de 2020, pelo advogado Herói Vicente – quando ainda se apresentava como opositor – e demais componentes da chapa ‘Liberdade Corinthiana’ contra o Corinthians e seu então presidente, Andres Sanches, o grupo protocolou petição requerendo sustentação oral, opondo-se ao julgamento virtual.
Ou seja, o advogado Cristiano Medina da Rocha, representando a todos, deverá ratificar as diversas acusações de crimes e irregularidades apontadas na peça, tendo como protagonistas atuais gestores ou colaboradores do clube.
Eis o dilema.
A defesa do Corinthians estará a cargo de Herói Vicente, o diretor jurídico, a quem os advogados alvinegros obedecem desde o início de 2021.
Trata-se de evidente conflito.
Herói possui informações privilegiadas dos dois lados, tanto da estratégia e das provas dos acusadores – ele próprio incluído – quanto de quem vai se defender, inclusive a possibilidade de utilização, no contexto jurídico, de eventuais inverdades e ocultações.
Evidencia-se, neste caso, o primeiro efeito nocivo, documentado, da adesão do oposicionista ao poder.
Sem contar o fato de ser absolutamente inadequado um diretor do clube se manter patrocinando processo ativo, ainda que iniciado antes da posse, contra a instituição que defende.
Uma ação que, se lavada a cabo, poderia esclarecer muita coisa errada no Timão e, talvez, até impedir o ex-presidente Andres Sanches de retornar à vida política do Corinthians, agora, lamentavelmente, respira por aparelhos.

