‘União dos Vitalícios’ lança site e promete se comunicar com torcedor do Corinthians

Cerca de 50 conselheiros vitalícios do Corinthians, que, faz alguns anos, haviam parado no tempo no que diz respeito à comunicação com torcedores e associados do clube, decidiram mudar de postura.
Se antes tudo o que diziam – salvo pontuais e conhecidas exceções – era ouvido por poucos em reuniões do clube ou quando alguns deles, quase sempre em períodos eleitorais, eram procurados pela imprensa, agora novos canais foram criados.
O grupo, nomeado ‘União dos Vitalícios’, apresenta-se como independente.
Na sua composição, apesar de maioria oposicionista, existem membros que dialogam bem com os atuais gestores.
A ideia inicial, politicamente falando, é deliberar assuntos do Corinthians, decidir o caminho a seguir pelo desejo da maioria e, após isso, votar ou enviar o parecer sobre casos específicos, sempre em bloco.
Se funcionará, o tempo dirá.
Voltando à comunicação, foi contratado o jornalista Luciano Junior, ex-Band, para assessorá-los.
Os primeiros materiais disponíveis, ainda em fase de construção de identidade, são um site, registrado no endereço http://uniaodosvitalicios.com.br e um programa no YouTube, que receberá convidados.
No portal, são anunciados, inicialmente, três podcasts (ainda não publicados):
- Reflexões Corinthianas, com Roque Citadini;
- Bastidores do Timão, com Fran Papaiordanou
- Corinthians Transparente, com José Carlos Blat
O primeiro programa no YouTube trouxe José Luiz Datena para debater com Fran Papaiordanou, Mirian Athiê, José Carlos Blat, com apresentação de Luciano Junior.
Trata-se de uma iniciativa interessante, mas também relevadora, que somente funcionará se o discurso for coerente e, quando colocado em prática, objetive o bem do Corinthians, não de determinados grupos ou interesses.
Aos conselheiros vitalícios, tratados por muitos, até pelo período em que não priorizaram a comunicação externa, como retrógrados, e, frequentemente, criticados pelo fato de não submeterem-se as eleições (amparados, a bem da verdade, pelo Estatuto alvinegro), caberá desfazer essa imagem ou até confirmá-la, na medida de que o comportamento público será agora avaliado pelos que nunca tiveram acesso às suas manifestações.
