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Pobre Anderson Silva

O brasileiro Anderson Silva transformou-se, anos atrás, em ídolo nacional após sucessivas e espetaculares vitórias num esporte que, confesso, não me agrada.

Aliás, sequer trato como tal.

Para os que divergem – e não são poucos, Anderson foi um mito, o ‘Spider’.

Porém, o que os adversários não conseguiram fazer no auge de sua carreira, encerrada, ainda que ele não perceba, na derrota que custou-lhe uma perna quebrada em rede mundial (quando já apresentava declínio técnico e físico – por conta da idade), o próprio Anderson está levando a cabo, ridicularizando-se ao rastejar nos octógonos, dando fama a medíocres que derrotam-no – ou ao que dele restou, com enorme facilidade.

Para tentar impor-lhe alguma dignidade, até mesmo o Chefão do UFC, que não é propriamente um ‘bom samaritano’, deixou claro que não quer vê-lo mais ser humilhado.

Mas Silva, dias após parecer entender o que estava acontecendo e anunciado a aposentadoria, novamente, voltou atrás:

“Olá meu povo. Não queria falar sobre este assunto, até porque estou de férias (…) Vou deixar claro, para todos os meus fãs, que o momento e de alegria e de muita gratidão!!! Sinto-me livre, depois de tentarem forçarem (sic) a minha aposentadoria!”

“Eu amo e sempre amei o que faço, ganhar ou perder faz parte, não tem absolutamente nada a ver com idade, cometi falhas técnicas e perdi, mas não perdi o principal, a vontade e o desejo de continuar fazendo o que amo, ainda tenho o espírito guerreiro e além dessa chama no meu coração que me motiva, tenho total convicção de que sou capaz de continuar competindo no MMA. Aproveito esse momento para refletir sobre a minha carreira e traçar os meus próximos passos”

A explicação única para tamanho desrespeito à própria história e aos limites de seu corpo somente se justificam pela necessidade, extrema, de dinheiro.

Seja para ele ou para os que lhe cercam.

Alguém precisa colocar na cabeça do ex-Spider que não lhe faltarão canais de rendimento se ele se preparar, minimamente, para o mundo da comunicação.

Comentarista, YouTuber, Palestrante e qualquer outro tipo de exposição em que sua marca possa ser exibida.

Terá, porém, que aceitar viver com menos do que ganhava, o que não significa, nem de longe, receber pouco, talvez abandonando pelo caminho alguns dos ‘sangue-sugas’ que dele sobrevivem, muitos disfarçados de amigos.

Se decidir seguir ‘lutando’, Anderson poderá, em breve, não ter marca para negociar, nem a vida para trabalhar.

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