Sub-judice, André Negão, diretor do Corinthians, segue campanha a vereador trocando dinheiro com Paulo Garcia

Desde 24 de outubro com registro de candidatura indeferido, condenado a cinco anos de inelegibilidade por simulação de doação eleitoral em campanha anterior, André Negão, diretor administrativo do Corinthians, segue podendo receber votos para sua campanha a vereador até julgamento do recurso impetrado contra recente decisão da Justiça Eleitoral.

Ou seja, se eleito, corre o risco, em ratificada a sentença do TRE-SP, de perder o cargo.

Por conta disso, as doações de campanha minguaram.

Até o momento, tirando os repasses obrigatório do partido, quase todas saíram de seu bolso ou de pessoas do seu círculo familiar.

Dos R$ 151.790,23 recebidos, até o momento, R$ 81 mil foram oriundos de seus próprios recursos.

R$ 56 mil assinados por André Negão, R$ 15 mil em nome da parente Silvia e R$ 10 mil no do advogado João de Oliveira, que já foi seu funcionário de gabinete, a quem carrega, a ‘tira-colo’, como se fosse espécie de ‘seguro’ contra eventuais problemas judiciais.

André Negão e João Oliveira

O partido destinou-lhe, até o momento, apenas R$ 45,7 mil, bem abaixo dos quase R$ 3,6 milhões do limite de gastos, certamente no aguardo das definições do TSE no que diz respeito à efetivação da candidatura.

Sérgio Janikian, possível diretor de futebol em caso de vitória de Mario Gobbi nas eleições alvinegras, que no Corinthians se vende como adversário político de Negão, segue como principal doador fora do contexto familiar/partidário, com R$ 25 mil contribuídos através de transferência bancária.

André Negão, Desembargador Ademir Benedito e Sergio Janikian

O maior ‘gasto’ de campanha de André Negão é com a ‘Spiral do Brasil’, empresa de Paulo Garcia, dono também da Kalunga, outro ‘adversário’ político do Corinthians, numa troca de dinheiro que se repete desde as eleições anteriores.

44% de todo o valor recebido: R$ 34,8 mil.

Outro gasto interessante é com a DLocal Brasil Pagamentos, que recebeu R$ 25 mil (31,6% do montante).

Trata-se de uma empresa de intermediação de dinheiro a terceiros, que, colocada na prestação de contas eleitoral, acaba por inviabilizar, a princípio, o conhecimento do reais destinatários dos repasses.

75,61% dos valores estão inseridos no contexto Paulo Garcia/DLocal.

Por fim, o Blog do Paulinho trabalha com a informação de que, independentemente do resultado final das eleições a vereador de São Paulo, André Negão teria a promessa do candidato a Prefeito, Marcio França, de, se eleito, efetivá-lo como Secretário de Esportes do Município, razão pela qual, mesmo diante do revés na Justiça Eleitoral, o ímpeto de campanha segue à todo vapor.

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