Russomanno representa o esgoto da política nacional

Ainda jovem, em início de carreira, Celso Russomanno saiu do ostracismo para a fama quando decidiu, em vez de socorrer a esposa que morria em hospital, filmar o óbito em rede nacional.

Já conhecido, criou o personagem de ‘fiscal do consumidor’.

Porém, há quem diga – e existe até processo recente tratando disso – que Russomanno teria o hábito de gravar diversos quadros desse programa e somente colocar no ar o material de quem, eventualmente, não se ‘acertar’ com seus interlocutores.

Fato é que enriqueceu.

Daí por diante aliar-se a gente como Edir Macedo e Jair Bolsonaro tratou-se apenas de ratificação do que se espera de pessoas com seus prováveis hábitos e costumes.

Por isso, não gerou surpresa, apesar de ainda repulsa, que Russomanno tenha se utilizado da doença de Bruno Covas para sugerir a morte do adversário em meio a um tratamento que, por razões evidentes, é psicologicamente difícil para quem luta pela vida e também a seus familiares.

Certamente aprovando a iniciativa, Bolsonaro, em live, pediu voto de seu eleitorado para quem classificou como ‘amigo’.

Deve haver limite para o estômago do eleitor, mesmo entre os que aprovam a gestão genocida do Planalto.

Estar com Russomanno, se não em posição de confronto ideológico, é aprovar seu métodos e, consequentemente, dar aval ao que de mais imundo possa existir no contexto da política nacional.

Russomanno tira Bolsonaro de jingle no horário eleitoral

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