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Justiça bloqueia todos os recebíveis do Santos até quitação de R$ 85,3 milhões devidos a Doyen Sports

José Carlos Peres e Modesto Roma Junior

A Justiça de São Paulo ordenou penhora de todos os valores, presentes e futuros, que o Santos, por ventura, tenha a receber no mercado até quitação de pendência com a Doyen Sports, contratada pelo clube sob intermediação do espertalhão Renato Duprat.

R$ 85.362.682,25, em valores atualizados.

O valor original da dívida era de apenas 5 milhões de Euros, referentes à terceira parcela de acordo assinado, em 2017, pelo então presidente Modesto Roma Junior pelas contratações de Leandro Damião e os direitos econômicos de Gabigol e Felipe Anderson.

Seriam três pagamentos iguais, todos do mesmo valor, divididos por anos consecutivos.

O clube pagou em 2017, 2018, mas deu calote em 2019, sob a gestão José Carlos Peres.

Por conta disso, a Doyen está executando não apenas os 5 milhões de Euros, mas também inacreditáveis 10 milhões de Euros de multa, ratificados em decisão arbitral pelo Centro de Arbitragem e Mediação da Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CAM-CCBC).

Estão penhorados os seguintes recebíveis do Peixe (alguns, provavelmente, até já quitados), segundo dados do processo:

  • valores a serem recebidos pelo Santos em decorrência da transferência do atleta Kaique Rocha Lima ao Unione Calcio Sampdoria SPA, no valor estimado de EUR 1.250.000,00 (um milhão e duzentos mil euros), a ser pago em duas parcelas a vencer em 1.7.2020 de 1.12.2020;
  • valores a serem recebidos pelo Santos em decorrência do mecanismo de solidariedade do atleta Gabriel Barbosa Almeida por sua transferência do Internazionale para o Clube de Regatas Flamengo, no valor estimado de R$ 3.300.000,00 (três milhões e trezentos mil reais);
  • valores a serem recebidos pelo Santos em decorrência do mecanismo de solidariedade do atleta Robson Bambu por sua transferência do Club Athletico Paranaense para o Olympique Gymnaste Club Nice, no valor estimado de R$ 1.847.100,00 (um milhão, oitocentos e quarenta e sete mil e cem reais);
  • valores a serem recebidos pelo Santos da Societá Spotiva Lazio a título de Variable Fees (bônus por aparições) em virtude do contrato de transferência do jogador Felipe Anderson (fls. 267-9 e 422-4) no total de até EUR 620.000,00 (seiscentos e vinte mil euros);
  • valores a serem pagos pela Globo ao Santos a título de premiação de segundo colocado no Campeonato Brasileiro, no valor estimado de R$ 18.200.000,00 (dezoito milhões e duzentos reais) (fls. 444-446);
  • valores a serem pagos pela Globo ao Santos pela transmissão de partidas de futebol do Campeonato Brasileiro de 2019, no valor estimado de R$ 9.057.000,00 (nove milhões e cinquenta e sete mil reais) (fls. 447-450);
  • valores a serem recebidos pelo Santos em virtude de mecanismo de solidariedade do atleta Danilo Luiz da Silva ao Juventus Football Club SPA, no valor estimado de EUR 280.119,04 (fls. 279-80 e 431-3);
  • valores pagos ao Santos em decorrência da transferência do atleta Emiliano Gabriel Vecchio ao clube Al-Ittihad Football Club no valor estimado de US$ 300.000,00 (trezentos mil dólares), cujo recebimento estava previsto para 30.1.2020 (fls. 244, cl. 2.1; 416-21);
  • valores pagos ao Santos em decorrência da transferência do atleta Bruno Henrique Pinto ao Clube de Regatas Flamengo no valor estimado de R$ 9.500.000,00 (nove milhões e quinhentos mil reais), cujo recebimento estava previsto para 21.1.2020 (fls. 229, cl. 2.1, fls. 235, cl. 2.4);
  • valores pagos ao Santos em decorrência do Instrumento Particular de Contrato de Patrocínio Esportivo celebrado com Sportradar AG em 19.7.2019, no valor estimado de R$ 540.000,00 (quinhentos e quarenta mil reais), cujo recebimento estava previsto para 19.12.2019 (fls. 214 e 416-21, cl. 10.1);
  • valores a serem recebidos pelo Santos em decorrência da transferência do atleta Rodrygo Silva de Goes ao Real Madrid Club de Fútbol (fls. 259-60, cl. 2.1);
  • e valores a serem recebidos pelo Santos no âmbito de Contrato Sobre Partida Amistosa, celebrado entre Santos e Futbol Club Barcelona em 31.5.2013 (fls. 281-289).

Chega a impressionar, não apenas por conta da assinatura de um contrato tão lesivo, mas também pelo calote de quem sabia as consequências do procedimento, como o Santos consegue seguir adiante sendo, há anos, alvejado por cartolas tão medíocres, para não dizer, suspeitos.

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