Para evitar mais constrangimento, presidente do Conselho do Corinthians tem que renunciar

Ontem (20), o Blog do Paulinho revelou que Antonio Goulart, presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, foi condenado, pela terceira vez, por improbidade administrativa, recebendo três punições: multa, perda de cargo político e também dos direitos de se candidatar, votar e ser votado pelos próximos cinco anos.
O leitor terá acesso aos detalhes, com exposição de documentos, clicando no link a seguir:
Diz o art. 28, parágrafo C, do Estatuto do Corinthians:
“É passível da pena de desligamento o associado que (…) for condenado por sentença transitada em julgado pelas práticas de crimes hediondos ou infamantes”

Segundo o Professor Doutor em Ciências Jurídicas e Sociais, Wladimir Flávio Luiz Braga, um crime pode ser considerado infamante:
- dependendo das circunstâncias em que foi praticado, ou seja, dos motivos que levaram o agente a delinqüir e dos meios empregados;
- se acarreta ao autor profundo aviltamento moral: desonra, indignidade, má-fama (infâmia), perda de credibilidade e, consequentemente, maior reprovação social.
Seguramente, a condenação de Goulart se enquadra nesse perfil.
Duas das condenações transitaram em julgado e, a mais recente, segue o caminho natural dos recursos protelatórios.
Diante do cenário exposto, ainda que se possa discutir teses diversas sobre a possibilidade ou não do desligamento de Goulart do quadro associativo alvinegro, é certo que não existe mais credibilidade para o ex-vereador ocupar o importante cargo de Presidente do Conselho.
Para evitar mais constrangimentos ao Corinthians, urge o pedido de renúncia do cartola.
Até para que o ato sirva de exemplo às centenas de postulantes a novos cargos do Conselho, que serão votados nas eleições marcadas para novembro.
Não se pode confiar a alguém de currículo tão deplorável poderes que possam, de alguma maneira, interferir no pleito alvinegro, entre os quais a condução da votação de contas da gestão Andres Sanches.
Ainda que o vice-presidente, que assumirá o cargo, seja o desembargador Ademir Benedito, ligado, como dinheiro e bolso, ao presidente alvinegro.
O exemplo, neste caso, se sobrepõe à consequência.
Goulart obedece ao candidato a presidente Paulo Garcia, dono da Kalunga e irmão do agente de jogadores Fernando Garcia.

