Corinthians deve ao Arena Fundo mais de três anos de parcelas do ‘naming-rigths’

Ontem (01), em entrevista coletiva para tratar sobre detalhes do acordo que nomeou a Arena de Itaquera com a marca de uma fabricante de remédios, o presidente do Corinthians, equivocadamente, esclareceu:
“Chegaremos a uma conclusão. Mandamos o contrato ontem para a Caixa e teremos uma reunião presencial para falar das negociações”
“Se eles pagarem R$ 15 milhões anuais, vamos pagar três parcelas. E vamos pagando as outras. Depende do valor que ficarão as parcelas”
Não é verdade.
Na atual realidade das pendências alvinegras, o clube deve, de fato (conforme demonstrado no Informativo Mensal enviado pelo Fundo à CVM), mais de R$ 51 milhões em calotes de repasses de dinheiro arrecadado no estádio.
Em recebendo as parcelas por três anos consecutivos faltarão ainda (sem contar juros e correções) R$ 6 milhões para saldar o montante.
Outra inverdade é dizer que o dinheiro dos ‘naming-rights’ corresponderia a três parcelas devidas à CAIXA.
O valor de cada mensalidade, atualmente, é de R$ 5,8 milhões (que não são honradas há quase dois anos).
Diluídos os R$ 15 milhões em doze meses sobraria R$ 1,25 milhão para abater desse montante, restando lucrar, que é diferente de arrecadar, ainda R$ 4,55 milhões, mensalmente, resultado nunca atingido em quase 14 anos da gestão ‘Renovação e Transparência’ no Parque São Jorge.
Em tempo: não é verdadeira a informação, divulgada pela imprensa, de que o Corinthians, voluntariamente, utiliza o acordo dos ‘naming-rights’ para abater a dívida com a CAIXA. O correto seria afirmar que, por contrato, o clube é obrigado a fazê-lo.
Informativo do Arena Fundo FII informando à CVM que o Corinthians deve R$ 51 milhões em calote de repasses de arrecadação do estádio de Itaquera:
Informe Mensal – Arena Fundo – agosto 2020
