Corinthians pagou comissão para próprio jogador por contratação apresentada a ‘custo zero’

No dia 05 de junho de 2013, o Corinthians contratou o jogador Ibson, ex-Flamengo, em transação apresentada como de ‘custo zero”.
Quatro dias antes, após atuações pífias, o atleta foi dispensado do rubro-negro.
Até então, com 29 anos, a carreira de Ibson era uma coleção de fracassos, o que gerou estranheza quando do interesse do Timão em acolhe-lo.
Os fatos futuros talvez expliquem melhor as motivações.
A primeira clausula do contrato firmado entre Ibson e Corinthians prevê a obrigatoriedade do clube pagar comissão não apenas ao agente Eduardo Uarm, mas também ao próprio jogador.
R$ 380 mil sobre ZERO, que foi o custo do negócio.
Assinam como anuentes do estranho acordo o delegado Mario Goobi, na condição de presidente, e o ex-supervisor de futebol Saulo Magalhães.
Até o dia 31 de janeiro de 2014 (apenas seis meses depois), data em que o Timão liberou-o, gratuitamente, ao Bologna, da Itália (o que justifica a vitrine alvinegra), Ibson, entre CLT e Imagem, recebeu (comissão à parte) valores próximos de R$ 500 mil mensais do Corinthians.

