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Saiba como Mario Gobbi ajudou Fernando Garcia a ter 2.000% de lucro na venda de Petros ao Corinthians

No dia 02 de abril de 2014, o Corinthians contratou o jogador Petros, por empréstimo, em suposto negócio com a Penapolense, sob intermediação do agente Fernando Garcia, irmão do empresário Paulo Garcia, dono da Kalunga e atual candidato a presidente do clube.

O mandatário alvinegro era o delegado Mario Gobbi.

Tratava-se, porém, de uma articulada manobra comercial.

Vamos aos fatos, em detalhes, exibidos cronologicamente.

Em 20 de novembro de 2013, Fernando Garcia e suas empresas prepostas compraram 100% dos direitos econômicos de Petros junto ao Boa Esporte/MG, pagando R$ 350 mil pela transação.

O atleta, até então, recebia R$ 1,3 mil mensais de salários.

Pelo contrato, a equipe mineira, na clausula ‘3.1’ concorda em ser ‘barriga de aluguel’, mantendo o vínculo federativo até que surja alguma transferência, aceitando também, seguindo o item nº ‘4.2.1″ emprestar a conta bancária para recebimento de valores, com a obrigatoriedade de repassá-los ao agente em até cinco dias uteis.

 

Dois meses depois, em 06 de janeiro de 2014, Petros foi inscrito no SEV/Hortolândia, sem que nunca tenha pisado na cidade, apenas a título de ‘esquentamento’ de documentação, necessária para suposta burla da legislação.

Seu salário, na CBF, foi alterado para R$ 5 mil mensais.

Nove dias depois, em 15 de janeiro de 2014, nova ‘transação’ leva Petros para a Penapolense, outra notória ‘parceira’ de Fernando Garcia.

Em Penápolis, chegou a jogar 14 partidas, permanecendo os três meses necessários para que pudesse ser repassado ao Corinthians, no dia 02 de abril de 2014, até então por empréstimo, mas com substancial aumento salarial: de R$ 5 mil para R$ 40 mil (na CLT), sem contar o acerto de imagem.

Um dia antes do acordo com o Timão, em 01 de abril de 2014, Fernando Garcia, até então dono dos direitos econômicos, assinou contrato com Petros na condição de agente, com direito a receber comissões pelas transações futuras e percentual sobre quaisquer de seus vencimentos (salários, imagem, etc.).

Justificava-se, assim, pagamentos futuros efetuados pelo Corinthians.

Gobbi, mesmo ciente da manobra, quatro meses após o ‘empréstimo’ – que venceria apenas em 31/05/2015, no dia 02 de agosto de 2014, decidiu comprar 50% dos direitos econômicos do atleta, pagando por eles R$ 3 milhões, além de R$ 300 mil, ao mesmo credor.

Petros teve aumento salarial de R$ 40 mil para R$ 90 mil.

Garcia recebeu a bolada e permaneceu ainda com 50% dos direitos do jogador.

Ou seja: em menos de um ano, o intermediário, que pagou apenas R$ 350 mil pelos direitos de Petros, revendeu 50% destes, ou seja, R$ 175 mil ao Corinthians por R$ 3 milhões, sem contar o comissionamento (quase o valor total pago ao Boa Esporte) e os percentuais salariais.

Praticamente 2.000% de lucro sobre metade da ‘mercadoria’.

petros 1

Em 2015, já sob a gestão Roberto Andrade, o Corinthians negociou seus 50% do jogador Petros ao Betis, da Espanha, por R$ 5,2 milhões, mas recebeu apenas R$ 2,6 milhões.

Sem alarde, por conta de suposta dívida de R$ 6 milhões com Fernando Garcia – a título de empréstimo pessoal, o clube repassou 25%, dos 50%, de volta a Garcia, além de percentuais doutros jogadores do elenco alvinegro (sobre os quais o intermediário fez mais dinheiro depois).

O balanço de 2016 comprova o pagamento deste novo valor ao Timão, descontadas a comissões pagas ao intermediário.

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