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Corinthians expõe associados e jogadores a risco de morte com túneis não recomendados pela ANVISA

“(…) a borrifação desses produtos sobre seres humanos tem potencial para causar lesões dérmicas, respiratórias, oculares e alérgicas, podendo o responsável da ação responder penal, civil e
administrativamente”

“Exposições (ao ozônio) mais importantes, como as observadas em ambientes industriais, podem causar desconforto respiratório significativo com dispneia, cianose, edema pulmonar e hipotensão, podendo levar a óbito”

(Trecho de Nota Técnica nº 51/2020, da ANVISA, específica sobre o funcionamento de ‘túneis de desinfecção’ e assemelhados)


Nos últimos dias, o Corinthians instalou, no Parque São Jorge, no CT da Ayrton Senna e também no estádio de Itaquera, os afamados ‘Túneis de Desinfecção’, alugados pela empresa NEOBRAX.

O custo de mercado para cada cabine, ao mês, aproxima-se dos R$ 200 mil.

Combater o COVID-19 seria, em tese, o objetivo principal.

Trata-se, porém, em vez de solução, de grande risco ao usuário.

Não existe eficácia comprovada por nenhum órgão mundial relevante e a ANVISA refuta qualquer tipo de aprovação.

Vale lembrar que produtos químicos, não testados, são lançados diretamente na pele (nos olhos, talvez com mais gravidade) do ser humano, podendo ocasionar problemas irreversíveis de saúde, principalmente se atingidas as vias respiratórias.

A ANVISA fala, inclusive, em risco de morte.

Recentemente, logo após o órgão emitir Nota Técnica reprovando a utilização dos túneis e cabines, a Prefeitura de Ilha Bela, que havia alugado, a custo de R$ 1,5 milhão ao mês, sete produtos da NEOBRAX, a mesma fornecedora do Corinthians, cancelou o contrato:

https://www.diariodolitoral.com.br/litoral-norte/prefeitura-de-ilhabela-cancela-aluguel-de-r-15-milhao-em-cabines-de/135178/

Segundo a ANVISA, o Corinthians responderá como co-responsável, nas esferas cível e criminal, se ocorrer qualquer problemas por conta da utilização desaprovada do material.


Selecionamos trechos esclarecedores da Nota Técnica nº 51/2020 da ANVISA, que trata especificamente sobre esse assunto:

“Nos últimos dias, temos observado grande disseminação de publicidade em relação à utilização de estruturas (câmaras, cabines ou túneis) para desinfecção de pessoas, em diversas regiões do país”

“Os produtos supostamente ulizados no procedimento são os mais diversos, tais como: hipoclorito de sódio, dióxido de cloro, peróxido de hidrogênio, quaternários de amônio, ozônio, iodo, triclosan, clorexidina, entre outros”

“(…) não existe, atualmente, produto aprovado pela Anvisa para “desinfecção de pessoas”

“Não foram encontradas recomendações por parte de órgãos como a ’’Organização Mundial da Saúde (OMS)19 , Agência de Medicamentos e Alimentos dos EUA (FDA)7 ou Centro de Controle de Doenças dos EUA (CDC)4 sobre a desinfecção de pessoas no combate à Covid-19, na modalidade de túneis ou câmaras”

“Igualmente, não existe recomendação da Agência Europeia de Substâncias e Misturas Químicas (ECHA)5 nesse mesmo sentido”

“Não foram encontradas evidências cientificas, até o momento, de que o uso dessas estruturas para desinfecção sejam eficazes no combate ao SARS-CoV-2, além de ser uma prática que pode produzir importantes efeitos adversos à saúde, como será discutido a seguir”

“Ademais, tecnicamente, a duração do procedimento, entre 20 e 30 segundos, não seria suficiente para garantir o processo de desinfecção. Vale reforçar que esse procedimento não inativa o vírus dentro do corpo humano”

“Quanto à finalidade da utilização dessas estruturas para desinfecção, não encontramos fundamentação cientifica que a sustente”

“De acordo com a publicidade veiculada no Brasil, tal estrutura supostamente colabora para que as “pessoas fiquem protegidas de contaminação e proliferação do vírus mediante  descontaminação do corpo e roupas””

“Sabe-se que as pessoas infectadas com SARS-CoV-2 carregam o vírus principalmente nas vias respiratórias e que este é transmitido principalmente de pessoa a pessoa por:”

“i) gotículas respiratórias produzidas quando uma pessoa infectada tosse ou espirra e;”
“ii) contato com superfícies ou objetos contaminados.”

“Tem-se que a aplicação de desinfetante no corpo e roupa de pessoas não vai atingir (nem deve) as vias respiratórias”

“Conforme a Nota Técnica n° 26/20201 , existem diversos efeitos adversos à saúde relacionados aos produtos que estão sendo ulilizados nessa modalidade de desinfecção de pessoas”

“Alguns desses efeitos são causados exatamente pelas próprias características do produto”

“A exposição repeda pode induzir reações alérgicas que, em alguns casos, podem ser severas”

“Para além, a pele é importante barreira do corpo humano que impede a penetração de alguns patógenos e substâncias químicas. A exposição dela a produtos químicos produzidos para outra
finalidade, gera fragilidade que podem resultar em rachaduras e lesões, favorecendo a penetração de microrganismos no corpo”

“Alguns dos efeitos adversos à saúde dos produtos químicos utilizados são os que seguem:”

  • Hipoclorito de sódio: é um produto corrosivo, podendo causar lesões severas dérmicas e oculares, além de produzir irritação nas vias respiratórias. Não deve ser misturado com outros produtos, pois o hipoclorito de sódio reage violentamente com muitas substâncias químicas e pode potencializar os efeitos adversos.
  • Peróxido de hidrogênio: a inalação aguda pode causar irritação no nariz, garganta e trato respiratório. Em altas concentrações do produto, pode ocorrer bronquite ou edema pulmonar.
  • Quaternários de amônio: pode causar irritação de pele e das vias respiratórias e sensibilização dérmica, mas não é corrosivo. As pessoas que se expõem constantemente aos produtos podem desenvolver reações alérgicas.
  • Iodo: os iodóforos causam menos irritação da pele e menos reações alérgicas que o iodo, porém causam dermatite de contato irritava.
  • Ozônio: a exposição leve a moderada ao gás ozônio produz sintomas do trato respiratório superior e irritação ocular (por exemplo, lacrimação, queimação dos olhos e garganta, tosse improdutiva, dor de cabeça, dor subesternal, irritação brônquica, gosto e cheiro acre).

Exposições mais importantes, como as observadas em ambientes industriais, podem causar desconforto respiratório significativo com dispneia, cianose, edema pulmonar e hipotensão, podendo levar a óbito.

O ozônio pode exacerbar o comprometimento das pequenas vias aéreas de adultos fumantes. O ozônio é um gás comburente que pode acelerar fortemente a ignição e aumentar os riscos de incêndio. Por fim, conforme as disposições da legislação em vigor, os produtos saneantes desinfetantes devem ser aplicados em superfícies fixas e inanimadas, ou seja, bancadas, pisos, paredes, objetos, etc., mas nunca diretamente nos seres humanos.

“(…) a borrifação desses produtos sobre seres humanos tem potencial para causar lesões dérmicas, respiratórias, oculares e alérgicas, podendo o responsável da ação responder penal, civil e
administrativamente”

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1 comentário em “Corinthians expõe associados e jogadores a risco de morte com túneis não recomendados pela ANVISA”

  1. A UNICA COISA QUE A GENTE TEM CERTEZA É QUE DAQUI A ALGUM TEMPO A GENTE VAI VER NA IMPRENSA NOTICIA QUE ESSA EMPRESA TA PROCESSANDO O CLUBE POR CALOTE. INACREDITAVEL COMO A TURMA DO ESPANHOL MAFIOSO DA VILA DOS REMEDIO NAO CONSEGUE FAZER NADA QUE PRESTE, NADA SERIO E NADA HONESTO

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