Lama nos mantos de Flamengo e Vasco da Gama

O que leva dois cartolas, gestores de clubes colocados entre os cinco mais relevantes do Brasil, a servirem de escada para a popularização de um presidente que odeia grande parte dos torcedores de suas agremiações?
Rodolfo Landim e Alexandre Campello, ao presentearem Jair Bolsonaro com a camisa do Flamengo e seu filho, o investigado Flávio, com a do Vasco da Gama, humilharam as pessoas mais pobres, alicerce de suas respectivas ‘nações’.
Sem contar o péssimo exemplo do almoço com essa gente, sem a devida proteção, obrigatória em tempos de pandemia.
Para Landim, que já aprontou o Diabo na vida, inclusive no papel de ‘braço direito’ de Eike Batista, a lama é um local habitável, assim como o desprezo pela vida, tolerável.
O descaso com os familiares das vítimas da tragédia do Ninho do Urubu está aí para comprovar.
Triste é ver Campello, médico por profissão, revelar-se, além de indigno do ofício exercido, também de representar tantos milhões de fãs vascaínos, clube historicamente defensor das minorias, ultrajadas pelo fascismo do Governo para o qual ajoelhou-se.
A desculpa do encontro, viabilizar a continuidade do Campeonato Carioca, apesar da grande possibilidade de contaminação pelo COVID-19, que sequer está nas mãos do Governo Federal, mas depende de decisão Estadual, era apenas pano de fundo para a bajulação.
