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Corinthians: o fantástico mundo de Gobbi

Mario Gobbi e Raul Corrêa da Silva batem palmas para o estádio em Itaquera

Ex-presidente do Corinthians, o delegado Mario Gobbi intercala, dia sim, dia não, discurso de candidato ao posto máximo do Timão, com o de único ‘salvador da pátria’, que precisa ser ‘convencido’ a ingressar na corrida eleitoral.

É um mundo de fantasia.

Ontem (15), Gobbi declarou, numa postagem em rede social:

“(em minha gestão) ganhamos a sonhada Arena Corinthians e deixamos os cofres administráveis, com uma equipe qualificada que nos deu retornos esportivo e financeiro nos anos subsequentes”

Os fatos desmentem o delírio.

Se hoje a dívida do clube atinge patamares próximos do bilhão de reais (fora a dívida do estádio), boa parte desse montante teve participação decisiva de Mario Gobbi.

Quando Andres Sanches assumiu a presidência do Corinthians, em 2007, amparado por Mario Gobbi, um dos criadores da chapa ‘Renovação e Transparência”, o balanço alvinegro apontava endividamento de R$ 102 milhões, porém, com a venda do jogador Willian para o Chelsea (assegurando a entrada de R$ 38 milhões) o valor caiu para R$ 64 milhões.

Desde então a curva negativa acentuou-se.

Em 2012, Sanches entregou um Corinthians devedor de R$ 177 milhões ao delegado, boa parte oriundo de transações obscuras no futebol, do qual Gobbi atuou na condição de diretor.

Acréscimo de R$ 113 milhões.

Gobbi, desde então, ampliou o desastre a números impressionantes.

Quando deixou a presidência para Roberto Andrade, a dívida do Corinthians era de R$ 453 milhões.

R$ 276 milhões de rombo.

R$ 389 milhões, somadas as duas gestões.

Sobre a citação ‘ganhamos a sonhada Arena Corinthians’, a fantasia de Gobbi ganha proporções patológicas.

Apesar de, irresponsavelmente, ter assinado boa parte dos documentos do acordo, o delegado nunca sentou em mesa de reunião com os parceiros de negócio, escanteado que foi por quem, de fato, mandava no clube: a dupla Andres Sanches e Luis Paulo Rosenberg.

Até mesmo seu atual financiador de campanha, Raul Corrêa da Silva, foi mais atuante do que ele nos procedimentos.

O “presente”, construído sob a conivência passiva de Gobbi, possui desdobramentos financeiros conhecidos da nação corinthiana.

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