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Enquanto a ‘galhofa’ substituir a denúncia o Corinthians seguirá sendo lesado pela turma de sempre

Jaça (diretor da base) e Mané da Carne (acusado de desviar e cooptar jogadores)

Ontem (29), o Blog do Perrone revelou troca de mensagens pelo whatsapp entre conselheiros do Corinthians, destacando uma conversa, nada amistosa, entre o juiz de direito Leandro Cano e Manoel Ramos Evangelista, vulgo ‘Mané da Carne’, aliado das antigas do presidente Andres Sanches.

Nela, o magistrado questionou “se o colega de Conselho já tinha prestado serviço para o clube sendo membro do órgão, se havia agenciado jogadores da base, se tem uma filha trabalhando no estádio do Corinthians e ainda se vendeu camisas do time no Japão, durante o Mundial de 2012”

Mané negou a prestação de serviços e o agenciamento – no que faltou com a verdade, confirmando, porém, sem constrangimento, o emprego da herdeira e a comercialização de produtos piratas alvinegros.

Nada que seja desconhecido não apenas de Cano, mas dos demais conselheiros do Corinthians e, principalmente, dos milhares de leitores do Blog do Paulinho.

Existem, porém, diante desse comportamento de hostilidades via rede social, omissões que não podem ser deixadas de lado.

Há décadas, Mané age da mesma maneira do Parque São Jorge, sem que juizes, desembargadores, promotores e demais autoridades presentes no órgão, apesar de, mais do que saberem dos desvios de conduta, muitas vezes serem testemunhas deles (no Japão, o comércio de produtos era escancarado), tenham coragem de contrapô-lo (não se fala em bate-boca de whastapp) ou formalizarem uma denúncia, no mínimo, administrativa.

Desembargadores, conselheiros do Corinthians, até protegem essa gente, por ação ou omissão, seja no âmbito político como também em lamentáveis influências sobre outros magistrados que, eventualmente, estejam por investigá-los.

A revelação da conversa de Cano com Mané, tudo indica, servirá apenas como ato desmoralizador, para ambos os interlocutores.

Um porque é juíz e, em vez de denunciá-lo na Justiça, prefere hostilizá-lo em mídia social; outro pelo fato de, pela enésima vez, ser flagrado em imoralidades.

Cano, até onde soubemos, não é ‘beneditino’ (entendedores, entenderão), ou seja, não vende sentenças, nem participa de falcatruas no Parque São Jorge, o que, por si, trata-se de bom alento em meio à imundice reinante no local, mas, para que seja levado à sério nesse embate vazado pela imprensa precisa sair do campo da galhofa (o bate-boca com Mané) para o da ação, protocolando denúncia formal no MP-SP, na polícia e também no Conselho Deliberativo.


EM TEMPO: Mané da Carne não é o único conselheiro que utiliza-se da proximidade ao poder para levar vantagem no Corinthians. Os demais são, também, amplamente conhecidos de conselheiros. O conselheiro Jaça, em exemplo, vende muito mais camisas ‘alternativas’ do Corinthians, de maneira escancarada, dentro do Parque São Jorge (sem contar outros negócios: jogadores, ingressos, etc). A regra, porém, é a ausência de denúncias e o excesso de fofocas.

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