Bolsonaro retribui apoio de Andres Sanches com R$ 13,9 milhões

Durante as eleições presidenciais, de maneira inusitada, o então deputado federal Andres Sanches e seu chefe de gabinete, André Negão, trabalharam pela candidatura de Jair Bolsonaro, que enfrentava justamente um candidato do PT, partido em que o ex-parlamentar permanece filiado.
Os métodos fora diferentes.
Sanches fez vazar, por whatsapp, vídeo de seu depoimento no MP-SP detonando o candidato Fernando Haddad (PT).
Negão, explicitamente, pediu votos a Bolsonaro em seu canal do YouTube.
Mais do que posicionamento político, o comportamento da dupla começa a ser explicado.
E pago.
No ranking de liberação de emendas a deputados do primeiro ano de Governo Bolsonaro, que ampara, inclusive, parlamentares do exercício anterior, o presidente do Corinthians é o único aliado ‘não oficial’ no ‘TOP 10″ entre os que tiveram mais verbas empenhadas.
Os demais pertencem a partidos e parceiros formais, como o deputado Marcos Feliciano.
A conta de Andres Sanches foi agraciada com R$ 13,9 milhões.
Nenhum outro ‘petista’ ou suposto ‘esquerdista’ consta da relação, o que dimensiona o tamanho do privilégio recebido pelo mandatário alvinegro.
