‘Investigadores’ e ‘investigados’ confraternizam no Corinthians

Recentemente, o Conselho Deliberativo do Corinthians, presidido pelo político Antonio Goulart, permitiu a criação de diversas comissões para investigar a gestão alvinegra.
Nem todas com nomes confiáveis.
Em exemplo, o grupo que teria por finalidade averiguar as contas e negócios realizados no estádio de Itaquera, tinha, entre seus cabeças, o ex-Secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Junior, especialista em comissão.
Nas demais, o nível não era muito melhor.
Não à toa os resultados práticos inexistem.
Talvez, para comemorar a ineficiência de investigadores e a esperteza dos investigados, todos se reuniram, na última semana, para um almoço de confraternização.
Imaginem, num quadro hipotético, se fossem flagrados jantando o lendário Eliot Ness e o gangster Al Capone.
Enquanto o rega-bofe, bancado pelo clube, atendia aos desejos dos presentes, as dívidas corinthianas ultrapassavam os R$ 500 milhões, sem contar quantia semelhante em impostos parcelados e em litígio judicial, além da pendência do estádio, que ninguém na mesa saberia dizer de quanto, efetivamente, se trata.
