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Leco e a promiscuidade com agentes de jogadores

Muita gente estranhou o fato do São Paulo ter pagado R$ 13 milhões ao Cruzeiro por apenas 50% dos direitos do controverso jogador Raniel.

A engenharia financeira envolvida no caso talvez esclareça as motivações.

O dinheiro foi disponibilizado, à vista, aos mineiros, pelo agente André Cury, que representa o atacante.

Caberá ao Tricolor ressarci-lo, parceladamente, com a incidência de juros.

Não é o primeiro empréstimo, digamos, eticamente discutível realizado pela gestão Leco com intermediários de atletas.

Em 2018, o esperto Carlos Leite cedeu R$ 11 milhões aos caixas tricolores para que o clube pagasse a multa de Everton – que é seu cliente, junto ao Flamengo.

Basta observar a maioria dos balanços de clubes de futebol em que a prática vem sendo adotada para notar que esse tipo de empréstimo, em verdade, mascara outros negócios, além de prender o ‘rabo’ de cartolas aos desejos dos ‘generosos’.

A agremiação, sob desculpa de não conseguir honrar as parcelas (algo que já era sabido, ocorreria, desde a assinatura dos contratos), acaba por ceder percentuais de jovens promessas – quase sempre as mais apostadas – aos afamados ‘abutres’, que, quando vendidos, na contabilidade geral da operação, acabam por gerar muito mais lucro ao ‘banqueiro informal’ e enorme desfalque nos valores que a agremiação poderia, de fato, arrecadar.

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