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Protestos sem indignação não funcionam

As manifestações, ocorridas ontem em algumas cidades do Brasil, objetivando apoiar o ex-juiz e agora Ministro da Justiça Sérgio Moro, deixaram a desejar.

Um dos motivos parece bem óbvio: ninguém aguenta mais sair às ruas, mensalmente – como vem ocorrendo – sem motivação relevante.

A indignação pela injustiça é o principal combustível desses tipos de encontros.

Foi assim no período em que as pessoas queriam eleições diretas no Brasil, e, mais recentemente, no desejo pela troca de poder, diante de tantos casos de corrupção revelados.

Em regra, o que motiva os manifestantes é a contrariedade, não a proteção ao ‘Status Quo’.

Por vezes, a certeza de que grave injustiça estaria sendo cometida às instituições ou a um de seus governantes, podem gerar exceção.

Não é o caso, neste momento.

Ontem, nitidamente, manifestantes comportavam-se como torcedores fanáticos de futebol, que possuem único objetivo de proteger os seus, mesmo que sejam transgressores.

Os que gritavam ‘Moro’, principalmente após as revelações do ‘The Intercept’, não o faziam por indignação, mas pelo sentimento de ‘nós’ contra ‘eles’, alguns até, embora sem confessar, envergonhados.

Mas nem todos: muitos não se importam com a cafajestice, desde que o cafajeste esteja alinhado com seus interesses.

Estes são os que seguram microfones em palanques – inclusive generais, que, por dever de ofício, não deveriam comportar-se como militantes – e fazem discursos doutrinadores à uma massa de manobra que, por preguiça de pensar, bate palmas mesmo sem nada entender.

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