Coluna do Fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE
Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.
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“Nunca lute com um porco. Você ficará sujo e o porco gosta”
George Bernard Shaw – foi dramaturgo e romancista irlandês
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Justiça ordena que eleição SAFESP seja realizada em 30 dias a contar do dia 28/06/2019

Conforme postagens precedentes a juíza tinha 03 opções a seguir: anular e determinar novo edital convocatório, aceitar regulamento 2003 ou 2004; não deu outra, determinou nova eleição com as duas chapas devidamente oficializadas
Advirto
Sobretudo aos covardes fofoqueiros que distorcem meus conceitos, que prossigo independente e defensor que o árbitro não deve procurar apadrinhamento de quem quer que seja, vez que:
Quem pede! Adéqua. Quem atende! Mira contrapartida
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Copa América 2019 – Ultima rodada da fase classificatória e Quartas de Final
Sábado desvirtuados de
Peru 0 x 5 Brasil
Árbitro: Fernando Rapallini (FIFA-ARG)
VAR
Andres Rojas ( FIFA-COL)
Item Técnico
Poucas deficiências, acertando na marcação da penalidade máxima sofrida por Gabriel, cometida por Gallese, goleiro peruano
– cobrada por Gabriel defendida pelo goleiro
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 02 para peruanos e 02 para brasileiros
Segunda Feira 24/06
Chile 0 x 1 Uruguai
Árbitro: Raphael Claus (FIFA-BRA)
VAR
Wilton Sampaio (FIFA-BRA)
Item Técnico
No todo cometeu poucos erros, dentre estes:
– a inexistente falta marcada pouco antes do término da refrega quando da disputa normal entre o goleiro uruguaio e oponente
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: Giovanni González (Uruguai)
Vaselina
Apesar de ter marcado a violenta e maldosa sofrida pelo uruguaio Cavani, na cara dura, se fez de migué, jogo seguiu
Diz a regra 12
Praticante de conduta violenta deve ser expulso do campo quando atinge oponente, companheiro, um oficial de arbitragem ou espectador que penetra no campo de jogo;
Concluo
Afora de não ter acatado a lei do jogo quando do grave pontapé sofrido por Cavani,
– Rafael Claus robusteceu que é um dos seguidores do abjeto politicamente correto por não ter expulsado o chileno Gonzalo Jara no instante que deu violento chute na perna do espectador que invadiu o campo
Seleções classificadas para Quartas de Final
Brasil, Paraguai, Argentina, Chile, Colômbia, Venezuela e Uruguai
Quartas de Final – Copa América 2019
Quinta Feira 27/06
Brasil 0 x 0 Paraguai – resultado final no tempo normal
Disputa decidida nas penalidades máxima
Brasil 4 x 3 Paraguai
Árbitro: Roberto Tobar (FIFA-CHI)
VAR
Julio Bascuñán (FIFA-CHI)
Item Técnico
Ocorreram duas situações merecedoras de reparo:
1ª – Marcou falta cometida pelo paraguaio Balbuena no brasileiro Firmino pouco antes da linha da grande área;
Todavia
Errou por estar distante e encoberto pelo costado dos disputantes apontando a marca da cal
VAR
Avisou falta ocorreu fora da área
Monitor
Foi até o monitor, demorando em decidir que ocorreu fora da área
2ª – No lance que Artur defensor brasileiro na disputa pela bola deu cotovelada no oponente Derlis González;
– árbitro não marcou falta, jogo seguiu, na primeira oportunidade,
VAR
Precaveu do ocorrido, caminhou até monitor, viu e reviu, voltou a campo, acertando ao advertir Artur
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 03 para brasileiros e 03 para paraguaios
Sexta Feira 28/06
Venezuela 0 x 2 Argentina (16hs)
Árbitro: Wilmar Roldán (FIFA-COL)
VAR
Andres Rojas (FIFA-COL)
Item Técnico
Ouviu o VAR e corretamente: não entrou no barulho do argentino Messi no lance que pediu pênalti alegando que a redonda bateu na mão de um oponente
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 04 para venezuelanos e 03 para argentinos
Colômbia 0 x 0 Chile (20hs) tempo normal
Na decisão por penalidades máximas
Colômbia 4 x 5 Chile
Árbitro: Néstor Pitana (FIFA-ARG)
VAR
Fernando Rapallini (FIFA-ARG)
Item Técnico
Após ouvir VAR marcou irregularidade nos lances chilenos findados no fundo da rede colombiana:
1º – do chileno recebeu a redonda e a tocou para consorte cruzar para Aránguiz finalizar
2º – Quando da batida da bola na mão do chileno Maripán, sobrando para consorte Arturo Vidal finalizar
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 03 para colombianos e 03 para chilenos
Neste sábado 29/06 às 16hs teremos a contenda
Uruguai x Peru
Árbitro: Wilton Sampaio (FIFA-BRA)
VAR
Patricio Loustau (FIFA-ARG)
Comunicação
Partida final da Copa América ocorrera no domingo 07/07 a coluna subsequente será publicada na segunda feira 08/07
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Política
Mundo de treva

“Todos, se possível, gostariam de voltar a roubar em paz. Mas não será fácil”
O que você pode esperar de um país em que pelo menos um em cada três membros do Congresso Nacional (algumas contas, mais pessimistas, estimam que o total possa passar dos 40%) responde a algum tipo de processo criminal perante a Justiça — um caso sem similar no resto do planeta? Isso é só uma parte do problema. Roubava-se tanto na Odebrecht, nos governos dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, que a empresa achou necessário criar um departamento inteiro destinado unicamente a cuidar da corrupção de políticos e peixes graúdos da administração pública — com diretores, gerentes, secretárias, sistemas de TI e tudo o mais que se precisa para tocar um negócio de prioridade máxima. Não é apenas o Congresso. Há, nesse mundo de treva, o resto dos políticos — no nível federal, nos estados e municípios. Há também outras empreiteiras de obras, empresários escroques, bancos com problemas junto a delatores e mais um montão de gente. Só se pode esperar disso tudo, na verdade, uma coisa: os mais extraordinários esforços, por parte dos criminosos, para manter as coisas o mais próximo possível da situação em que sempre estiveram.
Até uma criança com 10 anos de idade percebe que ninguém, aí, quer ir para a cadeia. Todos, se pudessem, gostariam de voltar a roubar em paz. E sabem, é claro, que não vai ser fácil. Juridicamente não existe a menor possibilidade de “zerar tudo” — quer dizer, anular os processos por corrupção já decididos ou em andamento na Justiça, ou eliminar as provas materiais colhidas contra condenados, réus à espera de sentença e suspeitos de ações futuras. Que diabo se faz, por exemplo, com as confissões que foram colocadas no papel? E com as “delações premiadas” ora em andamento? Também não é possível, simplesmente, fazer com que se evaporem os resultados físicos dos procedimentos judiciais de combate à corrupção já executados até agora. Em números redondos, são cerca de 250 condenações, num total superior a 2 000 anos de prisão. Mais de 150 criminosos de primeira linha foram para a cadeia. Bilhões de reais foram devolvidos ao Tesouro Nacional. Para ficar no caso mais vistoso: o ex-presidente Lula, após apresentar mais de 100 recursos de todos os tipos, já está condenado em terceira instância — julgado, até agora, por 21 juízes (possivelmente não exista na história do direito penal brasileiro outro caso em que o direito de defesa tenha sido tão utilizado por um réu).
É um problema e tanto. Na impossibilidade de sumir com o passado, o esforço, agora, é para armar um futuro menos complicado para todos. Uma das esperanças mais caras do mundo político em geral é que prevaleça, uma vez mais, o ponto de vista dominante na elite brasileira — que, como sabemos, tem um código moral perfeito, mas gosta muito mais do código que da moral. Essa elite, ou as classes que definem a virtude nacional, está tentando construir uma espécie de trégua — a trégua que for possível, baseada em decisões que de alguma forma possam ser vinculadas à interpretação das leis. Segundo os devotos do código, talvez seja uma pena para a visão comum que se tem da ideia de justiça — mas se a majestade da lei exigir que a moral vá para o diabo que a carregue, paciência. Como tem objeções à vacina, há gente que acaba, na prática, ficando a favor da bactéria.
É positivo anotar, de qualquer forma, que o roubo do Erário, no Brasil de hoje, está mais difícil do que jamais foi ao longo de seus 500 anos de existência. Em consequência da ação da Justiça, jamais foi tão arriscado ser corrupto como no Brasil de hoje — e jamais os corruptos tiveram tanto medo de agir como têm agora. Talvez nada mostre melhor a calamidade que impuseram ao país que o pedido de recuperação judicial da própria Odebrecht, aceito na semana passada — após a destruição, em cinco anos, de quase 130 000 empregos na empresa campeã de corrupção nos governos de Lula e Dilma. No setor de obras públicas como um todo, incluindo o restante das empresas envolvidas em atividades criminosas, há estimativas de que até 600 000 empregos tenham sido perdidos em todo o Brasil desde que o aparato da ladroagem começou a ruir. Quem é culpado: os presidentes que roubaram, ou deixaram roubar, ou o sistema judicial que puniu o roubo?
Autoria do jornalista: J.R. Guzzo – Publicado na edição 2640 da VEJA
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Finalizando
Chega de punição para jornalistas como caso do Paulinho do Blog que não curvam seus corpos e expõe verdades sobre corruptos, corruptores e coniventes alojados nos setores públicos e privado deste sofrido Brasil, brasileiro
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Se liga São Paulo
Acorda Brasil
SP-29/06/2019
Confira abaixo o programa “COLUNA DO FIORI”, desta semana, que foi ao ar em nosso canal do YouTube.
Nele, o ex-árbitro comenta assuntos, por vezes, distintos do que são colocados nesta versão escrita:
*A coluna é também publicada na pagina http://esporteformigoni.blogspot.com
*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.
