Justiça do Rio, MP e Flamengo transformam morte dos garotos do Ninho em pizzaria de poderosos

A morte de dez garotos, ex-jogadores do Flamengo, no incêndio do afamado “Ninho do Urubu”, CT das categorias de base do clube, apenas quatro meses após o ocorrido, virou pizzaria.
Ninguém será punido.
A Justiça do Rio de Janeiro, assim como o MP carioca, decidiram que o TAC (Termo de Ajuste de Conduta), obrigando o Flamengo a cumprir tarefas que deveriam ter sido honradas há anos, e poderiam ter evitado a tragédia, é suficiente para encerrar a questão.
Na esfera civil, parentes dos mortos, desesperados, ainda em luto, mas necessitados de ajuda financeira, trocaram a indignação pelo acerto de indenizações muito boas, para o clube.
O único apontamento positivo deste caso foi ter desencadeado, em boa parte do Brasil, investigações nos demais CTs das principais agremiações do país – algo também que estava em atraso – minimizando, ao menos, os riscos de segurança.
Na pizzaria dos poderosos, em que mesmo fora de assuntos espinhosos, membros do judiciário e ministério público costumam dividir mesas de restaurantes com a cartolagem esportiva, não era de se esperar que a garotada rubro-negra, ainda que estivesse viva, fosse convidada a participar.
