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Corinthians, AIDS, corrupção e Luis Paulo Rosenberg

“Para o economista, o nível ótimo de corrupção não é zero… porque toda vez que eu elimino um foco, uma atividade corrupta, eu incorro num custo… e se esse custo é maior do que eliminar aquele tipo de corrupção, a economia recomenda que não faça…”

“Mas e a ética ? Não… estou te falando aqui como economista…”

(LUIS PAULO ROSENBERG, em recente palestra)


Em entrevista à ESPN Brasil, na sua enésima tentativa de parecer “engraçadinho”, mesmo tendo que explicar a própria incompetência ao descumprir promessa realizada, há seis anos, sobre a “quase certa” venda dos “naming-rights” do estádio de Itaquera, o primeiro ministro do Corinthians, Luis Paulo Rosenberg, novamente, meteu os pés pelas mãos:

“O apelo da marca Corinthians é tão grande que temos quatro grandes grupos interessados em vir”

“É mais ou menos… Eles se sentem na situação de estar vendo a esposa perfeita, com dotes culinários, formada com MBA no exterior, uma mãe de filhos maravilhosos, mas parece que tem um teste de Aids (sic) positivo. Como é que eu encaixo a camisinha é o grande desafio”

A primeira frase, sobre os “quatro grupos interessados” em colocar o nome na Arena, trata-se de inverdade evidente.

Mas a justificativa, ligando o Corinthians, em discurso machista (“esposa perfeita, com dotes culinários”), desinformado, preconceituoso e difamador, à terrível patologia da AIDS, superou quaisquer limites.

A desinformação se dá por conta de que o “teste” referido é de HIV (o vírus), que pode ou não manisfestar a doença (AIDS); o preconceito por limar da “perfeição” uma mulher por conta de doença, num discurso quase nazista, indigno de quem, como ele, é judeu, e a difamação, por passar ao mercado que o Corinthians, no seu entendimento, não é “patrocinável” por possuir, em analogia, graves problemas internos.

Na sequência, Rosenberg culpou apenas a atual situação de mercado, globalmente falando, pelo temor dos investidores em associarem a marca ao Timão.

O cartola alvinegro deveria ter sido questionado (não foi porque, apesar de corretos, os jornalistas da bancada deveriam estar desinformados) se a fuga de interessados não se daria pelo fato de dirigentes do clube estarem sendo investigados pela Operação Lava-Jato, justamente por receber propina na construção do estádio, sendo que alguns deles, também, possuem três indiciamentos criminais na Justiça Federal por apropriação indébita e sonegação de impostos no exercício de seus cargos no Parque São Jorge.

Recentemente, por conta disso, a Mercedes Benz, ainda em fase de aproximação, vetou qualquer iniciativa comercial com o Corinthians – inclusive naming-rights, após ser alertada pelo setor de “compliance” do risco à marca de se ligar à possíveis corruptos e corruptores, fato este que foi exposto, publicamente, pela montadora, prejudicando ainda mais as chances de êxito da agremiação em tratativas futuras.

Comparando a infeliz citação de Rosenberg com famoso ditado popular “por fora bela viola, por dentro, pão bolorento”, se o Corinthians está doente não se trata de AIDS ou qualquer outra patologia convencional, mas sim da sistêmica corrupção que se entranhou, nos últimos doze anos, em quase todos os departamentos alvinegros, levando o Timão a perda de negócios relevantes, ao caos financeiro e à ações criminais indecorosas.


Vídeo de palestra em que Luis Paulo Rosenberg defende a prática da corrupção:

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