Declaração de Mancini expõe incompetência diretiva do São Paulo

Logo após a derrota do São Paulo diante do Corinthians, em Itaquera, o misto de treinador e agente de jogadores, Vagner Mancini, declarou:
“Enquanto o Cuca não assumir não vai interferir no meu trabalho. Óbvio que a gente se fala, bate papo, mas há um momento de jogo ou treinamento e são suas idéias que têm de estar inseridas. Mas óbvio que há uma participação. O mais importante agora é achar soluções para aquilo que estamos vendo de errado. Dessa forma vamos andar para frente”
Trata-se de exemplo notório de planejamento equivocado (ou da falta dele).
Dono de uma equipe bem ruim, o Tricolor deveria, desde já, ordenar a Mancini para que reúna-se com Cuca, treinador efetivo, que assumirá o cargo daqui dois meses, e tome dele ensinamentos de como deveria preparar os jogadores, inclusive taticamente, nesse período de interinidade.
Sim, porque apesar do discurso ‘independente”, Vagner é funcionário do Tricolor e está treinador por força de circunstâncias, não pela excelência de seu trabalho.
O objetivo do Tricolor deve ser os torneios relevantes do segundo semestre, não o ridículo Paulistinha.
Salta aos olhos, mais do que as palavras de Mancini, o silêncio anuente da diretoria do São Paulo, demonstração clara de que o avião está no automático e o piloto, com síndrome do pânico, trancado no banheiro.
