Guerra familiar pelo poder da BAND é sangrenta

Corre na Justiça ação para retirar do poder da BAND o executivo João Carlos Saad, vulgo “Johnny Saad”, que há quase vinte anos ocupa o cargo de presidente do grupo.
O processo é promovido por duas de suas irmãs: Márcia e Leonor Saad.
As acusações e motivações são graves.
Cinco são os acionistas da emissora: Johnny, Ricardo, Marisa, Leonor e Marcia, todos com igualitários 20% cada.
Em 2014, porém, após quinze anos da gestão Johnny, os demais irmãos decidiram que o comando do grupo teria que ser trocado a cada três anos, ou seja, em 2017, além da necessidade da contratação de um executivo externo, com objetivo de profissionalizar a gestão.
R$ 1,2 bilhão é a dívida da emissora (R$ 800 milhões com bancos e R$ 400 milhões a fornecedores diversos).
Apesar dos desejos dos acionistas, no meio de 2017, Johnny decidiu permanecer no poder, situação esta que somente poderia ser confirmada se aprovada pela maioria dos irmãos.
Márcia e Leonor manifestaram-se contrárias, mas o restante, estranhamente, mudou de posição.
Daí para a ação judicial foi um pulo.
As irmãs afirmam, no processo, que Johnny é um ‘tirano” e que controla a emissora gerando “temor reverencial e paralisante” nos executivos e funcionários.
Acusam-no, ainda, de ter pagado R$ 14,5 milhões à BAND Rio, sob comando do ex-governador Sérgio Cabral, sem apresentar contrapartida conhecida, ou seja, em evidente suspeita de pagamento de vantagens indevidas, movimentação esta flagrada em auditoria da Ernst & Young.
Em meio a essa confusão toda, funcionários da emissora temem por seus destinos e os parceiros de negócios pela efetividade financeira dos compromissos assumidos.
