O “jogo duplo” de Raul Correa da Silva no Corinthians

Ontem, enquanto todos os grupos de oposição à gestão Andres Sanches, no Corinthians, manifestavam indignação com as mentiras contadas pelos dirigentes, referentes ao acordo do clube com o BMG, o ex-diretor financeiro alvinegro, Raul Corrêa da Silva, fazia “jogo-duplo”.
Seu grupo, o “Corinthians Grande”, que intitula-se “oposicionista”, comportou-se assim, publicamente, ao emitir “nota oficial” questionando as lorotas de Rosenberg e Andres Sanches.
Porém, no “reservado”, fora do olhar de associados e torcedores, a manobra foi bem diferente.
Raul, que é o principal, se não o único financiador relevante do “Corinthians Grande”, enviou a seguinte mensagem aos conselheiros do clube:
“Pessoal, ninguém toma decisão no palpite”
“O Rosemberg e o Andres são experientes”
“Tenho certeza que foram feitas simulações que suportem a base de 30 milhões e até eventuais 42 milhões”
“O contrato com a Nike é similar e sempre supera, e em muito, a base”
“Vamos esperar a demonstração, que provavelmente seria apresentada ao CORI e Conselho e agora deve ter sua mostra, antecipada”
Corrêa entende bem de BMG e Corinthians, pois, em sua passagem pela gestão Andres Sanches deu aval a diversos negócios nebulosos entre as partes, ajeitando-os, posteriormente, em balanços que, hoje em dia, além de tratados como “maquiados” pelo dirigente que o sucedeu, estão sendo investigados criminalmente na Justiça Federal.
