Corinthians se rebela contra grande acerto da CONMEBOL

Em nota, o Corinthians atacou recentes mudanças inseridas no regulamento da Conmebol, principalmente o Art. 21, que, a partir de 2021, obrigará os clubes a venderem todos os seus ingressos, em jogos da Copa Libertadores, pela internet, exigindo ainda lugares marcados e com assentos nos estádios.
A manifestação alvinegra, mais do que pensamento de seus dirigentes, trata-se de imposição dos desejos das torcidas organizadas, que sobrevivem do achaque às agremiações em troca de apoio político e, por vezes, “militar”.
O próprio Corinthians, há tempos, vende seus ingressos pela internet, aliás, decisão correta que facilita a vida dos consumidores.
Assim como a questão dos assentos marcados, importantes não epenas pelo conforto proporcionado, mas também por conta da segurança do evento, possibilitando a identificação de possíveis delinquentes.
Dizer que essas melhorias jogam contra os mais pobres é tratá-los com absoluto preconceito.
Quem tem menos recursos financeiros merece, por conta disso, sentar (ou ficar de pé) no cimento, disputar espaço físico, em meio a empurrões e cotoveladas ou utilizar banheiros indecentes ?
No passado, a folclórica geral do Maracanã, o Tobogã do Pacaembu e a Arquibancada de cimento ralador de traseiro do Morumbi (para citar alguns exemplos) faziam parte dum contexto em que a população brasileira dava pouca importância no assunto “respeito ao consumidor”.
Hoje em dia, não cabe mais esse tipo de comportamento.
O futebol não será menos popular se os clubes venderem ingressos mais baratos sem a necessidade de expor seus consumidores a privações ou desconfortos.
As organizadas, que fazem barulho, mas são minoria nos estádios, defendem, por razões óbvias (disfarçadas de sociais), a liberação de espaços indecentes para que possam seguir entregando a seus seguidores a sensação de que futebol é “guerra”, não disputa esportiva.
O torcedor mais pobre, que é maioria, não pode ser condenado ao desconforto para satisfazer a necessidade de membros de facções que, há tempos, não fazem por merecer tamanha deferência.
