Projeto de reforma da Vila Belmiro é dinheiro jogado no lixo

O presidente do Santos, José Carlos Peres, apresentou projeto de reforma da Vila Belmiro, avaliado em R$ 170 milhões, que ampliaria o espaço de atuais 16,5 mil pessoas para comportar, com mais comodidade, R$ 21 mil.
Trata-se de grande equívoco de avaliação.
Sem superfaturar, sabe-se, o clube gastaria, construindo um estádio “do zero”, em padrão semelhante ao da Vila, no máximo, o dobro do valor revelado, com tudo novo, em grande economia de manutenção.
Existe, também, a possibilidade de, com bem menos dinheiro, modernizar o Pacaembu e torná-lo, ai sim com o tamanho que o Santos precisa (mais de 40 mil pessoas), não apenas a casa do Peixe, mas, sem bem trabalhado, grande ponto de arrecadação.
Tirando a questão sentimental, manter o clube jogando na Vila, e ainda gastar uma fortuna para isso, é priorizar o medíocre, diante dum mercado bem mais amplo, em que a maioria dos torcedores do clube, sabe-se, residem não na Baixada, mas na capital de São Paulo.
