Fazenda pede bloqueio das contas do Corinthians por descumprimento de contrapartidas do CT da Ayrton Senna

Em janeiro de 2016, a Fazenda Pública de São Paulo, notificou a Justiça que aplicaria multa, prevista em Termo de Compromisso de Recuperação Ambiental, assinado pelo Corinthians, que descumpriu acordo de contrapartidas, obrigatório para a cessão do terreno sobre o qual foi erguido o CT da Ayrton Senna.
Bastaria plantar 76.400 mudas de árvores e o caso estaria resolvido.
Mesmo notificado, o Corinthians “deu de ombros” e a juiza Maria Gabriella Pavlópoulos Spaolonzi, da 13ª Vara de Fazenda Pública, em 23 de janeiro de 2018, determinou a execução da pendência, avaliada em R$ 2 milhões.
Novamente, o Timão não pagou.
Razão pela qual, na última quinta-feira (18), a Justiça recebeu pedido parta bloqueio das contas alvinegras, que deverá ser deferido após o prazo de cinco dias para manifestação do devedor:
“De modo a dar efetividade ao presente feito executivo: I – Observada a informação de fls. 92/94, dê-se ciência da informação à Exequente e intime-se a parte Executada, nos termos do §2º do art. 854 do Diploma Processual Civil. Com o decurso do prazo de 5 (cinco) dias previsto no §3º do art. 854, tornem conclusos para deliberações quanto aos bloqueios de valores”
São tantos os bloqueios de contas do Corinthians, por calotes diversos em fornecedores, que o Conselho Deliberativo, nem que seja por curiosidade – obviamente tem que ser por bem mais do que isso – deveria questionar a diretoria: “onde está o dinheiro do clube ?”, levando-se em consideração que muitos destes procedimentos retornam ao judiciário com a informação de saldo insuficiente para cumprimento das obrigações.
