Saiba quanto, de fato, o Flamengo receberá pela venda de Lucas Paquetá ao Milan

O Flamengo anunciou a venda de Lucas Paquetá ao Milan por 35 milhões de Euros, na cotação de hoje, R$ 151,8 milhões.
Destes, em tese, receberia R$ 106,2 milhões, sobrando R$ 45,6 milhões para o agente Eduardo Uram.
Mas a conta está equivocada.
Em gesto de estranha generosidade, o rubro-nego aceitou pagar, sem participação do parceiro (que detinha 30%), comissionamento sobre o negócio, soubemos, na casa dos 20%.
Dez por cento acima da média brasileira; dezessete por cento a mais do que a FIFA recomenda.
Ou seja, 20% de R$ 151,8 milhões é igual a R$ 30,3 milhões, que, descontados dos R$ 106,2 milhões anunciados, farão restar aos caixas rubro-negros apenas R$ 75,9 milhões.
Eduardo Uram, ao contrário, se deu bem: além de receber os R$ 45,6 milhões previstos, embolsará metade dos 20% de comissão (a outra parte dividirá com agente, dizem, ligado a Kia Joorabchian – que realizou a “ponte” com o Milan), totalizando R$ 60,7 milhões, apenas R$ 15,2 milhões a menos que o Flamengo.
O evidente escárnio se deu na origem de tudo, quando o clube, sem justificativa plausível, cedeu os 30% de seus 100% de Paquetá para Uram, e, no final, ao aceitar vender o atleta abaixo do previsto em multa rescisória (50 milhões de Euros), jogando no ralo mais R$ 65 milhões (15 milhões de Euros).
Nesse contexto, não avaliado por aqueles que consideraram “grande negócio”, fica claro que a transação, desde sempre, foi orquestrada para, em utilização do clube como vitrine, beneficiar grupo privilegiado de pessoas, talvez até dirigentes, que, em regra, escondem-se atras dos agentes para receber valores que não podem justificar, oficialmente.

1 Comentário