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Agenda do protesto de torcedores do Corinthians é boa, mas precisa ser incorporada por associados alvinegros

Ontem, entre 500 e 700 torcedores, segundo estimativas mais confiáveis, compareceram à porta do Parque São Jorge para cobrar a diretoria do Corinthians sobre a falta de transparência na gestão.

Protesto justo, apesar de tardio, diante dum panorama que se repete há mais de uma década.

Mas, como diz o velho ditado: “antes tarde do que nunca”.

Na agenda dos manifestantes três eram os reclamados: o deputado federal Andres Sanches, presidente do Corinthians, seu “primeiro ministro”, Luis Paulo Rosenberg e os conselheiros alvinegros, de maneira genérica.

As frases mais gritadas:

“Alô, Andrés (Sanches), preste atenção, esse desmanche vai f… o Coringão”

“Queremos transparência, aqui não tem otário, o clube sem dinheiro e os empresários milionários”

“Alô Andrés, seu vacilão, mostra o balanço e as contas do Timão”

“Ô Rosenberg, seu falastrão, pega suas coisas e vaza do Timão”

“Conselho, você me diz como é que é, eu não aceito essa omissão, as contas você não viu, nunca fiscalizou, vai embora do Corinthians por favor”

“Eu não sou conselheiro, pago ingresso caro. E no setor Oeste (do estádio), é cortesia para c…”

Está mais do que evidente que ninguém mais ri das piadas de Rosenberg, frequentemente introduzidas ao lado de mentiras em respostas à imprensa para desviar o foco de assuntos em que as explicações não são convincentes.

Também que os torcedores tem ciência de que o presidente Andres Sanches estaria desviando dinheiro dos caixas alvinegros para colocá-lo em bolsos de terceiros, que retornariam parte do montante a seu facilitador: “clube sem dinheiro e os empresários milionários”

E que grande parte dos conselheiros do Corinthians, de fato, são focas amestradas, que batem palma para tudo que seja originário de quem lhes provê sustento.

Os torcedores prometem repetir os protestos semanalmente, até que respostas às questões polêmicas da administração alvinegra sejam satisfatórias: contas do estádio, andamento do trabalho do marketing, negociatas no futebol, etc.

Porém, esta ação, absolutamente legítima e democrática, que, de fato, serve como fator de pressão aos atuais gestores alvinegros, somente será eficaz se encampada por associados do clube, com poder para realizar, pelo expediente interno, o que sugere a torcida do lado de fora do Parque São Jorge.

Aqueles que induziram o eleitor alvinegro a votar em Andres Sanches, rechaçando as evidências, diversas, de crimes que o cercam, quase sempre com discurso vazio, mas alicerçados na credibilidade de suas posições de destaque na vida profissional, precisam ser lembrados e cobrados para agir de maneira correta, sob pena de desmoralização.

É claro que não tratamos, neste contexto, dos habituais parceiros de negócios do presidente alvinegro: André Negão, Mané da Carne, Jaça, etc, que não não possuem pedigree para mudar o voto de ninguém, e, quando muito, conseguem manter unidos os eleitores/funcionários/prestadores de serviço que precisam do ambiente do Parque São Jorge para colocar comida à mesa, mas sim de desembargadores, juízes, promotores, delegados, policiais militares, empresários e demais supostos ilibados.

Faz-se necessário, com urgência, até para atender aos anseios por transparência dos torcedores, que a presidência do Conselho faça uso de suas atribuições e convoque reunião extraordinária com finalidades bem claras, entre as quais:

  • pedir exposição de documentos sobre o inquérito que investiga fraude nas eleições do Corinthians – já com parecer do MP-SP pela acolhida do ilícito; 
  • analisar clausula contratual do contrato entre Caixa e Corinthians, que permite ao banco que intermediou o empréstimo do BNDES para construção do estádio de Itaquera romper unilateralmente o acordo, sem prévio aviso e com execução imediata de valores, na hipótese – como ocorre neste momento, do clube ser presidido ou ter em cargo diretivo deputado federal ou senador (Andres Sanches e Vicente Cândido fazem parte da gestão e são parlamentares);

  • Solicitar listagem de todos os pagamentos de comissões a empresários, com as respectivas justificativas – o Corinthians, segundo parecer oficial da CBF, pagou mais de R$ 12 milhões, enquanto o balanço alvinegro aponta números superiores à R$ 15 milhões, perfazendo o triplo de acertos efetuados pelo segundo colocado;
  • questionar porque o Corinthians mantém negócios com o empresário iraniano Kia Joorabchian, pagando-lhe altíssimos rendimentos por intermediações, mas não lhe cobra dívida do período de sua saída da gestão do futebol alvinegro, à época R$ 60 milhões (R$ 115,7 milhões corrigidos), de conhecimento do presidente Andres Sanches que, quando questionado sobre o assunto, em 2009, respondeu: “não cobro a dívida porque não encontro com ele”.

O Corinthians precisa mudar para não se apequenar, não apenas na gestão, mas também na atitude de associados e conselheiros, opinião compartilhada por quem esteve ontem à porta do Parque São jorge, entre os quais muita gente que, por anos, desfilou de braços dados com os atuais dirigentes.

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