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Fora da Copa América, situação do Morumbi é dramática

Era de se esperar, mas configurou-se, dias atrás, a recusa da CONMEBOL em inserir o Morumbi na disputa como estádio a ser utilizado, em São Paulo, durante a Copa América 2019.

A escolha ocorrerá após vistorias nas Arenas de Corinthians e Palmeiras.

Fora da Copa do Mundo 2014 e agora da Copa América, o Morumbi vem sendo deixado de lado, também nos megashows mais relevantes.

Neste mercado, seu único concorrente é a Arena do Palmeiras, já que o estádio de Itaquera não foi projetado para eventos fora do futebol.

Hoje em dia, só apresenta-se no estádio Tricolor o cantor, grupo ou banda que não conseguiu vaga na Arena Palestra.

É desnecessário elencar os motivos, tamanha a diferença de conforto entre as praças citadas, inclusive no que diz respeito à acessibilidade, que, segundo parecer da Prefeitura de São Paulo, praticamente inexiste no Morumbi.

Falta de acessibilidade: São Paulo terá que realizar reforma milionária para evitar interdição do Morumbi

Por conta disso, o São Paulo, que já anunciava algumas reformas (fala-se em colocação de refletores com LED, instalação de sistema de captação de energia solar, etc) terá agora que ampliá-las, sob risco de interdição do estádio.

O descaso das diversas diretorias do Tricolor com o Morumbi, fruto, inclusive, da falta de concorrência, transformou o que antes era motivo de orgulho (o maior estádio particular do mundo – não é mais) num grande problema.

Qualquer reforma – inclusive as previstas, funcionarão como remendo de algo que, em verdade, precisa ser mais duramente repensado.

O Morumbi precisa investir – e não está fácil conseguir dinheiro para tal – numa reformulação quase completa, mantendo, talvez, somente o esqueleto da obra e quase nada mais.

Em permanecendo como está, o estádio Tricolor seguirá sendo colocado à escanteio em torneios relevantes do esporte e tornando-se opção aos megashows somente no caso de todas as outras alternativas falharem.

No computo geral, além da perda de prestígio, existirá a queda de receita.

O São Paulo não se preparou, no passado, para as mudanças do futuro e, por conta disso, terá que se desdobrar para reaver o protagonismo que, desde 2014, não mais possui no que diz respeito ao estádio.

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