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Promotor de justiça e político condenado disputam presidência do Conselho no Corinthians

Thales de Oliveira e Antonio Goulart

Duas chapas protocolaram inscrição no dia de ontem e concorrerão aos cargos principais do Conselho Deliberativo do Corinthians, em eleições marcadas para a próxima terça-feira (27).

Pelo grupo de situação, o deputado federal Antonio Goulart, condenado por improbidade ao viabilizar esquema com gráfica, em nome de sua esposa, na Câmara Municipal, e pelo TCE-SP por não comprovar a aplicação de recursos públicos em ONG da qual era mandatário, pleiteia a Presidência do órgão.

Seu vice é o desconstrangido desembargador Ademir Benedito, que tem dois filhos empregados do Corinthians e foi derrotado nas eleições do TJ-SP, após os eleitores receberem matérias e fotos que o colocavam ao lado de gente indigna de circular com magistrados.

Os dois são apoiados pelo presidente alvinegro, Andres Sanches, e pelo empresário Paulo Garcia, dono da Kalunga.

Do lado oposicionista, nomes ligados a grupos distintos uniram-se para tentar reverter o favoritismo adversário.

Para a presidência, a escolha foi o promotor Thales Cezar de Oliveira, considerado “linha dura” na profissão, tendo como bandeira principal de sua atuação a luta pela redução da maioridade penal.

O nome foi escolha do grupo de Roque Citadini, mas recebeu apoio de Felipe Ezabella.

Surpreendente foi a escolha do vice, o desembargador Miguel Marques e Silva, ex-presidente da Comissão Eleitoral, levando-se em consideração que, segundo entendimento do próprio magistrado, as duas chapas (situação e oposição), deveriam ser impugnadas, pelo fato da impossibilidade de juízes e desembargadores assumirem tanto a presidência do clube quanto a do Conselho.

Tanto Miguel, vice de Thales, quanto Ademir Benedito, de Goulart, estão nesta condição, na linha direta de sucessão para ambos os cargos.

Mesmo seguindo a decisão do TJ-SP, que contrariou a da Comissão Eleitoral, ambos poderiam concorrer, mas seriam obrigados, no momento da posse, a se afastarem da magistratura.

Por fim, a grande ausência foi o nome de Romeu Tuma Junior, que, durante a semana, alardeou candidatura à presidência do Conselho, contentou-se com o cargo de vice, mas, dois dias antes da definição dos grupos, ficou de fora em todas as composições.

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