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Em conluio, Paulo Garcia lança candidatura no Corinthians com mesmo assessor de Andres Sanches

Andres Sanches, Fernando Garcia e Paulo Garcia

Paulo Garcia, dono da Kalunga, fez chegar à imprensa que lançará, no próximo dia 19, sua candidatura à presidência do Corinthians, tendo como vices dois diretores da atual gestão, o financeiro Emerson Piovesan e o de futebol, Flavio Adauto.

Trata-se de conluio, acertado durante a semana, com o deputado federal Andres Sanches, com objetivo de retirar votos da oposição.

Para convencer Garcia, com quem havia se desentendido semanas atrás, a entrar na disputa, o parlamentar prometeu-lhe cargos importantes se a “Renovação e Transparência” vencer as eleições.

Repete-se o acordo que impediu o impeachment de Roberto Andrade, quando o empresário amealhou quatro posições na atual gestão (financeiro, futebol, marketing e assessoria da presidência).

A dupla, porém, que pretende ocultar a relação, cometeu deslize que deixou clara a aproximação:

  • tanto Andres Sanches quanto Paulo Garcia utilizaram-se do mesmo assessor, Olivério Junior, que também é agente de jogadores, para comunicar à imprensa suas candidaturas:

No ínício do mês, Paulo Garcia foi flagrado comprando votos nas eleições do Corinthians, por intermédio de seu funcionário, na Kalunga, Antonio Rachid (que, no Timão, é assessor do presidente Roberto Andrade), e não negou a operação- até por conta das provas (áudios e mensagem de whatsapp).

Existem, também, procedimentos notórios que aproximam-no do atual grupo gestor, entre os quais os financiamentos de campanhas ao parlamento, de Andres Sanches (R$ 650 mil), e a vereador do vice-presidente André Negão (R$ 150 mil), além da explicita participação de seu irmão, Fernando, no fatiamento de atletas do clube, e que, por razões evidentes, tem interesse em manter as coisas como estão.

Preservar os negócios da família Garcia no Corinthians, altamente lucrativos, foi primordial para a decisão desta manobra política.

Levando-se em consideração as recentes pesquisas, circulantes no Parque São Jorge, que colocam o dono da Kalunga afastado do eleitor da oposição, é lícito supor que, no contexto do mar de lama que cerca os bastidores do pleito alvinegro, a única maneira de Paulo Garcia retirar votos adversários seria, em troca de apoio, oferecer vantagens financeiras, que o próprio admitiu, em entrevistas, ser capaz de fazer.

A coletiva de lançamento da “candidatura’ de Paulo Garcia está marcada para o próximo dia 18, às 11h, no hotel Emiliano, tempo de sobra para que a Comissão Eleitoral do clube decida o que fazer com o empresário, réu confesso de comportamento passível, segundo o Estatuto do Corinthians, de grave penalização.

Vale a pena escutar, novamente, Antonio Rachid, assessor do presidente Roberto Andrade, comprando votos de associados do Corinthians para Paulo Garcia:

Abaixo, mensagem de whatsapp enviada pelo próprio Paulo Garcia propondo pagar pelos votos de eleitores alvinegros:

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