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Em resposta, Rede Globo abre espaço para justificar pagamento de propinas

“Em suas amplas investigações internas, apurou que jamais realizou pagamentos que não os previstos nos contratos”

(trecho de resposta da REDE GLOBO ao se defender das acusações de pagamentos de propinas a dirigentes de futebol)


No segundo dia de depoimentos do delator argentino Alejandro Buzarco, dono da empresa “Torneos”, uma, entre várias, utilizada como preposta para que grupos de comunicação pagassem propinas a dirigentes de futebol pela compra de direitos dos principais campeonatos do planeta, novamente a Rede Globo foi citada.

Descobriu-se, por exemplo, a inédita revelação de que a emissora brasileira já assegurou as transmissões das próximas Copas do Mundo, até 2030 (FIFA e Globo escondiam a informação, falando apenas que o acerto previa, por enquanto, até o Mundial de 2022).

Para tal, a Globo, segundo o delator, pagou US$ 15 milhões em dinheiro sujo para Julio Grondona, então vice da FIFA e presidente da AFA.

Nos próximos dias, outros procedimentos criminosos da emissora deverão ser relatados, não apenas desta fonte, mas doutras que estão por depor na Corte Americana, sem contar a possibilidade, por conta de prováveis prisões, de novos informantes decidirem contar o que sabem, desde cartolas até o ex-executivo global, Marcelo Campos Pinto.

Vale lembrar que a delação premiada nos EUA, diferentemente do que ocorre no Brasil, somente é homologada após o marginal comprovar, documentalmente, ou indicar meios para que as autoridades o façam, suas alegações.

Sabedora de que será impossível fugir da verdade, a Rede Globo, espertamente, decidiu agir, em suas respostas oficiais, como os políticos que frequentemente negam as acusações que lhes são impostas, quase sempre exibidas, como foi a da emissora, no Jornal Nacional.

Disse “refutar a prática de pagamento de propina”, mas que “jamais realizou pagamentos que não os previstos em contratos”.

Eis o “Pulo do Gato”.

As propinas eram, exatamente, ocultadas por contratos fictícios, assinados pela Globo não apenas com a TRAFFIC, mas com empresas de fachada em paraísos fiscais diversos, todos prevendo os tais “pagamentos”, que depois eram repassados, como foram, aos principais cartolas do futebol mundial, entre eles os três últimos presidentes da CBF.

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