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Diretor de futebol trabalha para vender Arana, desfalcar Corinthians e ajudar empresário

Desde a última semana, o lateral Guilherme Arana, do Corinthians, mostrou-se valorizado ao figurar nas capas de tabloides espanhóis, sendo citado como “novo Marcelo”, com suposto interesse do Barcelona.

A multa contratual para retirá-lo do Timão foi estabelecida, após renovação exigida pelo agente Fernando Garcia (por conta de novo pagamento de comissão), no valor de 50 milhões de Euros para clubes do exterior.

O contrato de Arana é válido até dezembro de 2021.

Não apenas por conta da valorização, mas também pela dificuldade de reposição, ainda mais para um clube com a grandeza do Corinthians, que necessitará de equipe competitiva para disputar a Libertadores de 2018, negociar este atleta por menos do previsto em cláusula restritiva trata-se de movimentação bem suspeita.

Ontem, a ESPN revelou entrevista do diretor de futebol Flavio Adauto ao jornal ABC de Sevilla, em que diz:

“Estamos conversando com o Sevilla e desta vez estamos mais otimistas. Não é como no verão passado, quando não era a hora de Arana deixar o Corinthians.”

Questionado pela reportagem da ESPN, Adauto confirmou a veracidade de suas declarações ao periódico espanhol, que afirma, ainda, estar apalavrada a venda por valores entre 12 milhões e 15 milhões de Euros:

“O Sevilla se interessou, mandaram seus representantes ao Brasil, que conheceram o jogador. Eles voltaram à Espanha e ficaram de dar um retorno com a posição deles, mas ainda não o fizeram. Não posso falar em valores, pois não há uma proposta oficial”

Flávio Adauto foi indicado ao cargo por Paulo Garcia, dono da Kalunga, irmão do agente de Guilherme Arana.

A operação comercial envolvendo o lateral alvinegro, por valores (levando-se em consideração 15 milhões de Euros) bem abaixo da multa estipulada (35 milhões de Euros a menos), escondida, até então, da imprensa brasileira e de conselheiros, associados e torcedores do clube, só tem um beneficiado: Fernando Garcia, que possui 60% dos direitos do jogador, contra apenas 40% do Corinthians.

Ou seja, de uma multa de 50 milhões de Euros, o clube teria direito a 20 milhões, mas no atual contexto da negociação, poderá ficar com apenas 6 milhões de 15 milhões, com o agravante do valor não ajudá-lo a repor peça com a mesma relevância.

Vale lembrar que em todos os negócios de Fernando Garcia, além dos percentuais citados, costuma haver, pela parte referente ao clube, pagamento de comissão (em torno de 10%), o que deixaria o negócio ainda pior para o Corinthians.

A corrida para beneficiar agentes de jogadores antes das eleições alvinegras, que tem, segundo pesquisas, um opositor, Roque Citadini – que promete acabar com a farra dos empresários, na liderança, será mais voraz do que se imaginava, podendo gerar graves prejuízos econômicos e esportivos ao Timão.

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