Denuncia de associação de dirigentes com “organizadas” não pode se limitar a Eurico Miranda

O MP-RJ pediu a destituição do presidente do Vasco da Gama, Eurico Miranda, bem como de seus vices, por associação ou aproximação com membros da facção criminosa “Força Jovem”, um dos grupos que se apresentam como torcedores do clube.

Decisão do juíz Guilherme Schilling Pollo Duarte indeferiu a liminar, mas concedeu dez dias para os vascaínos se defenderem.

Se a denúncia do MP é interessante, principalmente se, ao final, tornar-se exitosa, pelo fato de inibir a aproximação de dirigentes com tradicionais marginais, seria mais adequada se estendida não apenas a Eurico, mas a outros cartolas cariocas, notoriamente ligados às “organizadas”, entre os quais o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, que deles se utilizou, e utiliza-se, até hoje, para mante-los como uma espécie de “exército”, a troco provável de benesses, da governabilidade.

Direcioná-la, unica e exclusivamente, ao dirigente vascaíno, ainda mais em período eleitoral, não pega bem.

O MP tem que processar a todos, sabedor que é da promiscuidade reinante no futebol carioca, para que o exemplo ultrapasse as fronteiras do estado, sendo aplicado em todo o Brasil, para, quem sabe, se não eliminar duma vez por todas, minimizar a perniciosa relação entre compradores e vendedores de apoio que giram em torno das agremiações.

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Uma ideia sobre “Denuncia de associação de dirigentes com “organizadas” não pode se limitar a Eurico Miranda

  1. A mídia ladra, o Vasco passa.

    O Vasco cada vez mais Vasco. Quanto mais lhe atacam, nós vascaínos sabemos que estamos no caminho certo, que é a contra mão ao sistema.

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