Corinthians: a santa-ceia da imoralidade

Ontem, em almoço dos 107 anos do Corinthians, a composição da mesa indicou, claramente, que há pouco a se comemorar.
Na posição principal, ao centro, estava André Negão, ocupando cargo de presidente (Roberto Andrade está de licença), notório contraventor, delatado como recebedor de propinas da Odebrecht.
Ao seu lado, dois ex-presidentes, Andres Sanches (PT), indiciado por crimes diversos no STF, e uma constrangida Marlene Matheus, peixe fora d’água no lamaçal em que se transformou o Parque São Jorge.
Entre os diretores, dois desembargadores, um deles presidente do Conselho, outro ocupando relevante cargo de “papagaio de pirata”.
Chamou a atenção, também, lado a lado, o secretário da presidência, Antonio Rachid e o “Fora Dualib” Donato Votta, especialista em “ervas”, que tratavam-se, até outro dia, com adjetivos graves, entre os quais “ladrão” e “vagabundo”, e agora, por conta de poder, dividem mesas e se afagam.
Uma espécie de “santa-ceia” da imoralidade, em que o Cristo tem mais pecados do que o Judas e os apóstolos querem mais é faturar.
Em tempo: convidados, os ex-presidentes Mario Gobbi e Waldemar Pires não compareceram
