Portuguesa descumpre trato e Justiça cancela acordo que poderia salvar o Canindé

Em 13 de julho, o Blog do Paulinho revelou detalhes do compromisso trabalhista assinado pela Portuguesa com seus principais credores, afastando, naquele momento, a possibilidade de ter o Canindé leiloado.
Portuguesa oficializa acordos trabalhistas e afasta leilão do Canindé
Tratava-se, tudo indica, de um embuste.
Em despacho datado de ontem (29), a Justiça do Trabalho cancelou todas as clausulas do acordo.
A Portuguesa não pagou sequer a primeira parcela, prevista para o último dia 25.
O clube tentou ainda, em gesto de deslealdade, levantar os valores pagos, em aluguel, pela Churrascaria Canindé Grill e pela Igreja Renascer, penhorados para amortizar parte das pendências.
A Lusa, desde julho, não consegue juntar documentos que confirmem a representação do clube nos autos, fator que também ajudou a anular o acordo.
Procurada pelo blog, a Dra. Gislaine Nunes, advogada dos processantes, visivelmente irritada, limitou-se a dizer:
“Nunca mais vou negociar com a Portuguesa!”
Três meses antes do acordo, revelamos áudio do presidente da Portuguesa, Alexandre Barros, indicando objetivo de enganar os credores para atrasar o leilão:
Presidente da Portuguesa explica plano para enganar parceiros e a advogada Gislaine Nunes
O cartola parece ter cumprido, ao menos, esta promessa.
Alexandre Barros chegou até a explicitar suposto desejo de “dar porrada” na advogada, que, apesar disso, sentou-se com o presidente da Portuguesa e, em gesto de boa vontade, aceitou negociar:
Presidente da Portuguesa explica “manobra” do Leilão e detona advogada Gislaine Nunes
O resultado de mais este atentado à Portuguesa, cometido por seus próprios dirigentes, será o retorno à situação de desespero, em que os valores, antes facilitados em parcelas, terão agora que ser pagos, com incidência de juros, à vista, com grande possibilidade de perda de patrimônio, já que o Canindé terá o leilão remarcado.


