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Diretoria do Corinthians quer jogar problema do estádio para próximos presidentes

Emerson Piovesan e Raul Corrêa da Silva

“Queríamos alongar no começo da negociação, mas isso mudou para outra característica de negociação. Fazer qualquer tipo de alongamento vai custar mais caro, então estamos discutindo o financiamento dentro do mesmo prazo. Vou ter de pagar mais por isso? Não, estamos negociando. Eu posso começar a pagar um valor aqui e ir aumentando gradativamente”

(EMERSON PIOVESAN, diretor financeiro do CORINTHIANS)


Em entrevista ao Globo Esporte, logo após a recusa do CORI, por onze a zero, em aprovar solicitação para que os recebíveis do plano “Fiel Torcedor” fossem utilizados para amortizar pendência das obras do estádio de Itaquera, Emerson Piovesan, responsável pelas finanças do Corinthians, deixou bem claro o objetivo da diretoria:

“(…) estamos negociando. Eu posso começar a pagar um valor aqui e ir aumentando gradativamente”

Ou seja, em resumo: a atual gestão, que autorizou a assinatura do desastroso contrato da Odebrecht e seus aditivos posteriores, com alguns deles suspeito de tê-lo feito à custa de recebimentos de propinas, quer se livrar de pagar a fatura (que, aliás, não quita a mais de um ano), deixando o problema para os futuros presidentes alvinegros.

Não bastou, dentro do negócio, inviabilizar a gestão do futebol (que vem sendo salvo pelo trabalho do treinador, sabe-se lá até quando) ao reverter a totalidade das arrecadações das partidas ao pagamento da construtora, cedido o terreno de Itaquera, o Parque São Jorge, a exploração de símbolo, nome e marca, além de ter adiantado, sem anuência do Conselho, os recebíveis em direito de televisão, uma fortuna disfarçada de “luvas” para burlar a lei do PROFUT.

Indecente, a proposta da diretoria alvinegra, mesmo após a recusa em ligar o “Fiel Torcedor” ao contrato, trataria de tornar impraticável investimentos, condenando o clube à prática doutros calotes que poderiam resultar em insolvência.

O desespero em encontrar soluções rápidas para quitar um estádio que, sabe-se, sequer foi concluído, sem antes sentar para discutir as revelações da auditoria, que além de indicar R$ 250 milhões em diferença do que foi prometido e o efetivamente entregue, poderá esclarecer, também, possíveis desvios de condutas ou conivência de dirigentes com superfaturamento da obra, coloca os atuais gestores no mesmo balaio dos anteriores, aqueles que são acusados pela “Operação Lava-Jato” de crimes diversos em torno do empreendimento citado.

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