A dor de Abel Braga

É de impressionar o exemplo de força, intercalado com a necessidade de homenagear a memória do filho, do treinador Abel Braga nesta semana em que a vida lhe proporcionou o mais duro desafio de um ser-humano.
O público, torcedores de todas as equipes, felizmente está sabendo respeitar o momento, acarinhando-o sempre que possível.
Abel, frequentemente criticado neste blog, por conta de comportamento nos bastidores do esporte, merece, neste momento, que trata com absoluta dignidade, de admiração e solidariedade.
Tomara, nos próximos jogos, a imprensa, até por respeito, pare de lhe fazer, como ocorreu ontem, novamente, perguntas ligadas ao assunto do filho, na esperança de vê-lo emocionar-se e difundir imagens tristes para o telespectador.
A dor de Abel é incomensurável, mas é dele, apenas.
Há de se ter limites para a exposição do fato jornalístico e até para as manifestações de apoio, que, se repetidas à exaustão, acabam por dificultar a necessária recuperação, diante das lembranças despertadas a quem jamais se esquecerá, mas precisa seguir em frente.
